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Este blog tinha como objetivo, apenas de ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas AGORA também estaremos postando aulas com assuntos das Ciências Natureza (Biologia, Química e Física).


28/12/2014

3ª AULA: A Antiguidade Clássica – Roma Antiga: República (509 – 27 a.C.) Parte 2




NOÇÕES PRELIMINARES:

Fala galera! Tudo bem? Na aula de hoje vamos tratar da segunda característica do período republicano que você não deve esquecer que foi o expansionismo romano. Roma nessa fase vai expandir notavelmente seu território  ampliando as suas fronteiras por meio de uma política de natureza militarista.

Show de bola!?
Vamos iniciar a nossa fala sobre as conquistas militares de Roma republica (entres os anos de 400 - 270 a.C.) e as suas respectivas expansão territorial.

A primeira evidência da expansão militar consistiram no domínio completo da península itálica. Essa fase corresponde a fase inicial de conquistas do império romano que ocorre dentro da península itálica. Na época, a área estava dividida entre vários povos, os quais os romanos foram vencendo e absorvendo à sua sociedade, com destaque para os sabinos, os etruscos e mesmo os gregos, firmemente estabelecidos em colônias no sul da península e na Sicília.

Em um primeiro momento, Roma realizou a conquista dos territórios da Itália. Anexou, inicialmente, as terras dos italiotas e depois a Etrúria

Além do que os romanos tiveram de enfrentar  inúmeras revoltas dos italiotas e uma guerra contra os samnitas, em função da qual anexaram a rica planície da Campânia.

Em  275 a 272 a.C. com as guerras contra os gregos da Magna Grécia (sul da Itália e Ilha da Sicília). Essas lutas se estenderam  e terminaram com a vitória romana e anexação da Magna Grécia aos domínios de Roma.

A conquista da Itália pelos romanos  foi só ocorreu em 265 a.C. quando os romanos derrotaram definitivamente os gauleses e puderam ocupar a Etrúria setentrional e as costas do Adriático. 
 
Uma vez completada a conquista da Itália, Roma procurou integrar os  seus domínios através da construção de um eficiente sistema de estradas para facilitar o deslocamento de tropas, bem como a circulação comercial.

Cada território recebia de Roma um estatuto particular que regia as relações entre conquistados e conquistadores.



Dentro do contexto dessas conquistas temos as revoltas plebeias, vimos na aula anterior que   por volta de 366 a.C. foi decretada uma lei que proibia a escravização de romanos por dívidas ( muitos plebeus haviam se tornado escravos dos patrícios por causa de dívidas). Em 326 a.C., a escravidão de romanos foi definitivamente abolida. Dentro do mundo romano as três formas de escravidão existentes eram: 

- a natural (nascer de mãe escrava), 
- a mais praticada (captura em guerra) 
- e a determinada por legislação até 367 a.C., quando foi revogada a escravidão por dívidas. 

Como a sociedade romana tinha sua base econômica na mão de obra escrava. Surgi um grande problema! 

Qual? 

Problema: como conseguir mais escravos com a proibição da escravidão por dívidas?
Solução: expansão militar.

A saída era transformar homens livres em escravos pelas conquistas militares, isto é, pela Guerra (prisioneiros de guerra = escravos (bárbaros). 


A segunda evidência da expansão militar consistiram no inicio do conflito entre Cartago e Roma entre os anos de 264 a.C a 146 a.C. Quando em 146 a.C. Roma consegue o domínio completo do Mar Mediterrâneo




Em sua expansão pela Península Itálica, os romanos pretendiam obter gêneros para o abastecimento das cidades sob seu comando, conter as ameaças dos povos vizinhos, além de conseguir um número cada vez maior de escravos para manter sua estrutura socioeconômica. Então a partir de 264 a.C a completada a unificação da península itálica sob seu domínio, a republica romana logo estabeleceram um novo projeto militar. Um objetivo, maior e mais audaz que seria a conquista do Mare Nostrum (conquista do Mar Mediterrâneo).Nessa expansão, eles entraram em conflito com os cartagineses.

CONTEXTUALIZANDO:
Por séculos, os fenícios  (cujos atuais descendentes são os libaneses e palestinos) dominaram a área, mais pelo do comércio do que pelas armas, enriquecendo e formando diversas colônias ao longo do litoral mediterrâneo. O principal centro fenício naquele momento era Cartago (próximo à atual Túnis, capital da Tunísia, no norte da África).  

O domínio e anexação da Magna Grécia pela República Romana. Acabou que por gerando um conflito econômico na região do Mar Mediterrâneo, após consolidar sua conquista por toda a Península Itálica, Roma passou a exercer, inevitavelmente, um importante papel no comércio do Mediterrâneo Ocidental, inclusive porque passou a controlar o próspero comércio até então nas mãos dos etruscos e dos gregos da Magna Grécia. Mas Roma não era a principal força que dominava essa região. Cartago dominava o comércio marítimo no Mediterrâneo, politicamente essas duas cidades passaram a se rivalizar. Roma queria dominar essa região para expandir os seus domínios ainda mais longe. 

Quem impedia isso? 
Cartago!
O expansionismo romana agora objetivava dominar toda a região do Mediterrâneo e controlar o comércio marítimo. Então a republica romana lançou o projeto da Conquista o Mare Nostrum (conquista do Mar Mediterrâneo). Esse conflito foram divididos em três guerras.

O que foram
As Guerras Púnicas foram uma série de três conflitos militares entre Roma e Cartago (cidade-estado fenícia do norte da África), que ocorreram entre os anos de 264 a.C a 146 a.C.
Ganharam este nome, pois os romanos chamavam os cartagineses de púnicos (punici).
 
As três guerras púnicas
1ª – Primeira Guerra Púnica – ocorreu entre os anos de 264 a.C e 241 a.C. No início foram batalhas terrestres no Norte da África e ilha da Sicília. Na segunda etapa, caracterizou-se por conflitos navais. Roma saiu vitoriosa, conquistando a Sicília, Sardenha e Córsega.
 
2ª – Segunda Guerra Púnica – ocorreu entre os anos de 218 a.C a 201 a.C. É a mais conhecida da História em função da estratégia do líder militar cartaginês Aníbal. Cruzando os Alpes, Aníbal comandou o exército cartaginês com grande quantidade de soldados e elefantes. Embora tivessem obtido sucesso em várias batalhas iniciais, Cartago saiu derrotada quando Roma resolveu atacar o território cartaginês, forçando Aníbal a retornar para proteger sua terra. Foi durante a Segunda Guerra Púnica que os romanos conquistaram a Península Ibérica.
 
3ª – Terceira Guerra Púnica - ocorreu entre os anos de 149 a.C e 146 a.C. A última etapa das guerras decretou a vitória romana sobre os cartagineses. Cartago foi totalmente destruída por Roma, que conquistou o domínio sobre o Mar Mediterrâneo, fato de grande importância para a formação do futuro Império Romano.



No período das Guerras Púnicas, os romanos ainda conseguiram conquistar outros povos na área oriental do Mediterrâneo, como os macedônios, os sírios e os gregos. Com a vitória nas Guerras Púnicas e sobre todos os outros povos, Roma conseguiu dominar todo o Mar Mediterrâneo, passando a chamá-lo de “Mare Nostrum”, que significava “nosso mar”.
 
Consequências
- Fim do domínio cartaginês no Mar Mediterrâneo.
- Domínio de Roma no Mar Mediterrâneo, assim como o controle sobre o comércio marítimo na região.
- Aumento do poder político e econômico de Roma na Europa e norte da África.
- Impulso para novas conquistas territoriais romanas e formação do que seria o Império Romano.

Essa política foi também sucedida que levara consequências positivas quanto negativas para a própria republica romana, pois no plano cultural, as conquistas militares colocaram os romanos em contato com a cultura de outras civilizações. Nesse sentido, deve-se destacar a grande influência dos gregos sobre os romanos. 

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