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Este blog tem como objetivo, ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Tema 4: O Trabalho: História e Definições


         Por meio do trabalho, os seres humanos procuram satisfazer suas necessidades, como as de alimento, vestimenta, abrigo. No entanto, o significado, a organização e o valor dados a essa atividade não são iguais em todas as sociedades e variaram também ao longo do tempo.
         Em nossa sociedade, a produção de cada objeto envolve uma complexa rede de tarefas e de trabalhadores de diferentes especialidades. Outros tipos de sociedade apresentam características bem diversas.
         As sociedades tribais, por exemplo, em geral, não são estruturadas pela atividade que denominamos trabalho. Nelas, todos sabem desempenhar as atividades relacionadas à obtenção do que necessitam para se manter. Apenas a idade e o sexo definem a divisão das tarefas.


         Entre sociedades de diferentes tempos históricos, também se observam muitas diferenças quanto à concepção e à organização do trabalho.
         Nas sociedades grega e romana, a produção necessária para o suprimento da população era garantida basicamente pela mão de obra escrava, embora houvesse trabalhadores livres, como artesãos e os camponeses. Os senhores e proprietários eram desobrigados das atividades produtivas, dedicando-se a discutir os assuntos da cidade e o bem-estar dos cidadãos.


         Nas sociedades feudais, a terra era o principal meio de produção e muitos nela trabalhavam em regime de servidão. Prevalecia um sistema de deveres do servo para o senhor e deste para aquele. Havia outras formas de trabalho, como atividades artesanais desenvolvidas nas cidades e nos feudos e as atividades comerciais.


         Ao longo de todo esse tempo, da Antiguidade até o fim da Idade Média, o trabalho foi sempre desvalorizado. Com a emergência do mercantilismo e do capitalismo, a concepção de trabalho começou a mudar – de atividade penosa ou vil para atividade que dignifica o homem. Desaparecendo o serviço compulsório, justificado por relações sociais definidas pela hereditariedade, pela religião, pela honra, pela lealdade e pela posição em relação às questões públicas, era preciso convencer as pessoas de que trabalhar para os outros era bom.
         A transformação dos artesãos e pequenos produtores em assalariados ocorreu por meio de dois processos de organização do trabalho: a cooperação simples e a manufatura.
Cooperação simples → o artesão desenvolve todo o processo produtivo. A diferença é que ele está a serviço de quem financia a matéria-prima e os instrumentos de trabalho e de quem define o local e as horas a serem trabalhadas.

Manufatura → O trabalhador continua como artesão, mas não faz tudo, do começo ao fim. Cada um cuida de uma parte, como numa linha de montagem.

MANUFATURA
TRABALHADOR COLETIVO
O PRODUTO TORNA-SE RESULTADO DAS ATIVIDADES DE MUITOS TRABALHADORES
O TRABALHO TRANSFORMA-SE EM MERCADORIA QUE PODE SER VENDIDA E COMPRADA

         Surge uma terceira forma de trabalho: a maquinofatura. A destreza manual do trabalhador é substituída pela máquina e o espaço de trabalho passa a ser a fábrica.


         Durante esse processo, o trabalhador foi sendo convencido de que a situação presente era melhor que a anterior. Diversos setores da sociedade colaboraram para essa mudança.
-  As igreja difundiram a ideia de que só quem trabalhasse seria abençoado;
 - Os governantes criaram leis para penalizar quem não trabalhasse;
 - Os empresários instituíram uma disciplina rígida em seus estabelecimentos;
As escolas passaram às crianças a noção de que o trabalho é fundamental para a sociedade.

O trabalhador era livre apenas legalmente porque, na realidade, via-se forçado, pela necessidade, a fazer o que lhe impunham, e trabalhava mais horas do que antes. Max Weber, em seu livro História Econômica (1923), afirma que isso era necessário para que o capitalismo existisse.




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