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Este blog tem como objetivo, ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas.


09/04/2012

ASSUNTO: O CAPITALISMO E CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO

ASSUNTO: O capitalismo e a construção do espaço geográfico mundial 
Objetivos da Aula:


Olá! Pessoal! Tudo bem? Hoje vamos iniciar o nosso estudo sobre a origem da formação e consolidação do sistema capitalista.

O que é o capitalismo?


Noções preliminares

O espaço geográfico é resultado da ação humana sobre a natureza ao longo da história. Ele tal como conhecemos hoje foi construído e reconstruído ao longo dos anos. Isso ocorreu por quê?

Devido o homem ao longo do tempo ter a capacidade de criar e recriar objetos, criar e utilizar novas técnicas, estabelecendo assim novas formas de relação com a natureza, e a partir dessas formas de relacionar-se com a natureza ele foi modificando o espaço geográfico ao longo do tempo. Nesse processo, o espaço natural e o espaço humanizado sofreram alterações significativas ao longo da história.

Dessa forma, precisamos levar em consideração a relação entre o tempo e o espaço para podermos entender essas transformações. Para entendermos o mundo atual.

Perguntas:
- Será que a forma como o homem tem se relacionado com a natureza foi sempre a mesma e com a mesma intensidade ao longo da história?

- Agora você imagina: Como era que o homem na idade pré-histórica se relacionava com a natureza? E como era na idade Media?
De certo, essa relação era pouco intensa e o espaço natural foi pouco modificado.

- Agora vamos refletir! Como é feito essa relação hoje?
É claro que ela é bem mais intensa!


Observamos que o ritmo dessa relação acelerou-se a partir da idade Moderna, e que ela iniciou-se na Europa.

-Mas por que na Europa e na Idade Moderna?
Nesse período a Europa passava por profundas reformas estruturais não só ideológicas como culturais, políticas e econômicas.

IMPORTANTE:

 Essas transformações se concretizaram:

Na esfera política:  
- na formação dos Estados Nacionais;
Na esfera econômica:
- na realização das grandes navegações e na implantação do mercantilismo;
Na esfera religiosa e cultural:
- no movimento do Iluminismo, na reforma e contra reforma religiosa;


Agora você sabe, quem estava por detraz dessas reformas?


 Uma florescente classe de comerciantes europeus, que naquela epoca eram chamados de burguesia.


Sim! a BURGUESIA   


Mas, por que?


É a mesma coisa que pergunta:
Porque a burguesia financiava a cultura e as artes?
Porque a burguesia apoiou Napoleão como imperador da França?
Porque a burguesia apoiou a reforma protestante?
Porque a burguesia era contrária ao absolutismo e ao mercantilismo?  


Essa classe social estava por atrás de todos os movimentos sócias e políticos que marcaram o fim do feudalismo e inicio do capitalismo. Esses movimentos são chamados em seu conjunto de obra de Revoluções Burguesas que foi os processos históricos que consolidam o poder econômico da burguesia, bem como sua ascensão ao poder político.
Contextualizando:

Ao longo dos séculos XVII e XVIII a burguesia se demonstrará como uma classe social revolucionária, destruindo a ordem feudal, consolidando o capitalismo e transformando o Estado para atender seus interesses.

As chamadas Revoluções Burguesas foram: as Revoluções Inglesas do século XVII ( Puritana e Gloriosa ), a Independência dos EUA, a Revolução Industrial e a Revolução Francesa o Ilumisnismo etc.
EXEMPLIFICANDO: No caso do Iluminismo:

O pensamento econômico do Iluminismo estava centrado na questão da liberdade econômica, desenvolvendo-se duas escolas: os fisiocratas e os liberais. As duas escolas criticavam o mercantilismo e o pacto colonial, atendendo os interesses da burguesia.

- Os fisiocratas- criticavam as práticas mercantilistas e propunham
o fim da intervenção do Estado nos assuntos econômicos. Segundo os fisiocratas a economia funcionaria seguindo suas próprias leis.

- Os liberais-assim como os fisiocratas criticavam as práticas mercantilistas, porém, ao contrário deles, os liberais consideravam o trabalho como a principal fonte de riquezas.

Defendiam a concorrência, a divisão do trabalho e o livre comércio.

O principal teórico desta escola foi Adam Smith, que sistematizou o pensamento liberal na obra A riqueza das nações. As idéias liberais são conhecidas como liberalismo econômico e constituem as premissas básicas do capitalismo liberal.

De modo geral a transição do feudalismo para o capitalismo, é muito complexa do ponto de vista histórico, visto que até o início da I Revolução Industrial é que esse processo foi se consolidando, mas o seu início podemos afirmar que:   

A partir do século XI ao Século XV a sociedade feudal inicia-se um conjunto de reformas lentas mais pontuais. Uma delas era a expansão do comércio com a implantação do modo de produção da manufatura, que vinha acelerando o processo de produção intensificando o comercio europeu dentro do próprio continente e posteriore fora deste que acabou provocando uma serie de mudanças significativas nas relações sociais que caracterizavam o mundo feudal.  

Como por exemplo, muitos dos camponeses fugiam dos campos (feudo) para as cidades em busca de trabalho, e eram contratados pelos burgueses para trabalhar em oficinas em troca de um salário, passando assim, a ser proletários e não mais servos.         

Assim a partir da expansão do comércio e com o incremento do modo de produção da manufatura a sociedade européia desenvolveu uma nova relação de trabalho, diferente da relação servil de até então: que foi a relação assalariada.

Contextualizando:
Dos séculos XI ao Século XV, houve um  desenvolvimento do comércio e das cidades, bem como o acentuado crescimento demográfico, que estimulou a busca de novos produtos capazes de incrementar a atividade comercial (ouro, prata, açúcar, tabaco, algodão,certos tipos de madeira,frutos diversos, etc.) e isso atraia mais camponeses para as cidades.

Também esse desenvolvimento do comércio passou a incentivar a burguesia européia a buscar novas áreas a serem incorporadas ao raio de ação do comércio europeu. O que acabou levando a organização das grandes navegações, patrocinado por parte da burguesia e das coroas locais ( como foi o caso de Portugal e Espanha) . É essa a origem da expansão marítimo-comercial da Europa e da colonização do continente americano, que estão ligados intimamente ao contexto histórico do surgimento do capitalismo.

 
RELEMBRANDO:
A sociedade feudal era dividida em duas classes principais, a saber:

Servos – camponeses, que trabalhavam em troca de proteção e do uso em proveito próprio de uma porção de terras do feudo.

Senhores feudais  – a classe dominante, proprietários dos feudos;

Essas duas classes estabeleceram durante 10 séculos uma relação servil, isto é, uma relação de trabalho que existia na sociedade feudal – lembremos das várias obrigações que os servos tinham para com o senhor dono das terras (feudo): Talha, Corvéia, Banalidades, Capitação, Tostão de Pedro ou dízimo, Censo, Taxa de justiça, Formariage, Mão-Morta e Albermagem. Todas essas obrigações em em favor do senho do feudo. 

Concluindo:
Nessa nova sociedade que se desenhava no final do século XIV e início do século XV se engendravam novas relações de poder, protagonizadas por novos atores sociais.

Quais Atores:
- o aparecimento da relação assalariada;
- a concentração de uma grande massa de desempregados nas cidades (causada pelo excesso de fuga de servos e pelo elevado crescimento demográfico), que seriam utilizados, como operários pela indústria nascente a partir de meados do século XVII;
- e de um seleto grupo de comerciantes que tiveram um grande enriquecimento com o desenvolvimento do comércio e das cidades além da intensificação do comércio ultramarino . Eles puderam investir na produção de novas máquinas que iam sendo inventadas ou aperfeiçoadas, ocasionando a transformação da manufatura mais a frente em indústria.

Fez surgir duas novas classes principais no centro dessa nova sociedade:

Burguesia –composta de capitalista, dono do meio de produção, ou empresas (fabricas, bancos, empresas de transportes, fazendas, etc.);

Proletariados – constituídos por aqueles que não possuem mios de produção e têm de trabalhar para os que os possuem, em troca de um salário.

OBS:. Que implantaram uma nova relação de poder na gestão do gerenciamento do espaço geográfico:

Quais relações de poder:

 
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
01. A Expansão Marítima e Comercial é produto de um conjunto de fatores que marcam a época de transição por que passava a Europa. Essa transição caracteriza a passagem de um modo de produção em crise para outro, isto é:

a) do escravista para o feudal;
b) do capitalista para o escravista;
c) do feudal para o capitalista;
d) do feudal para o escravista;
e) do escravista para o capitalista.


02. Apresentam-se como características da transição do feudo-capitalista, exceto:

a) a formação das monarquias nacionais;
b) o surgimento da burguesia;
c) o aumento do poder da Igreja Católica;
d) o Renascimento Comercial;
e) o desenvolvimento da vida cultural.


03. (FUVEST) À época da expansão Marítima e Comercial, a Europa passava por profundas transformações. Entre elas, podemos destacar, exceto:

a) o advento das monarquias nacionais;
b) a desintegração do escravismo;
c) o processo de formação do capitalismo;
d) a ascensão da burguesia mercantil;
e) o Renascimento Comercial.


04. A crise européia dos séculos XIV e XV constituiu um bloqueio ao desenvolvimento da economia de mercado. A superação desse processo foi realizada por meio:

a) da isenção de tributos para as cidades;
b) do fortalecimento das corporações de ofício;
c) da Expansão Marítima;
d) de incentivo à lavoura feudal;
e) das Cruzadas.


05. A aliança entre Rei e Burguesia no final da Idade Média e início da Idade Moderna não teve como objetivo:

a) o fortalecimento da centralização política contra o particularismo feudal vigente até então;
b) a unificação de moedas, pesos e medidas, a fim de facilitar as transações comerciais;
c) a definição de fronteiras e, ao mesmo tempo, de mercados internos e externos;
d) a valorização das autoridades religiosas e a submissão do Estado à Igreja;
e) a imposição de código único de leis para o país em lugar do direito consuetudinário feudal.








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