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Este blog tinha como objetivo, apenas de ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas AGORA também estaremos postando aulas com assuntos das Ciências Natureza (Biologia, Química e Física).


27/04/2011

Noções de Cartografia




1. Considerações preliminares

Para confeccionar um mapa de uma certa área geográfica, a nossa medida de referência será sempre as dimensões reais da área em estudo e reduzi - lá de modo a caber em um plano de dimensões menores, que será o nosso mapa. É neste ponto que entra o uso e aplicação da "escala", pois a escala do nosso mapa terá a finalidade de demonstrar as relações entre as dimensões reais da área e as apresentadas no plano reduzido. 




2. Principais tipos de escalas
figura 1
Exemplo de escala numérica


a) Escala Numérica
A imagem apresentada na figura 1 é um exemplo clássico de escala numérica, cuja expressão numérica deve ser lida como "um por trinta milhões", e nos informa que 1 cm medido no mapa, corresponde a 30 milhões de cm na área real.  (obs. 30.000.000 cm=300km)
A escala numérica terá sempre esta formatação mostrada na sequência, com pequenas variações. No exemplo mostrado (um por trinta milhões) 1:30.000.000 = , observe que toda escala numérica terá sempre o valor unitário (1) no numerador, correspondente a 1 cm medido no mapa. Já o denominador terá diferentes valores, dependendo de quanto foi a redução das medidas reais, neste exemplo o denominador indica que a medida real foi reduzida em 30.000.000 de vezes.

Assim, no exemplo da figura 1, a distância entre Brasília e o Rio de Janeiro medida no mapa é de 3 cm, logo sabendo que com essa escala cada 1 cm no mapa corresponde a 300 km na realidade, pronto está calculada a distância entre estas duas cidades, (3x300=900), ou seja 900 km.
Agora é sua vez de calcular a distância entre Brasília e Florianópolis, cuja medida no mapa foi de 4 cm.


b) Escala Gráfica

figura 2
Exemplo de escala gráfica






A escala gráfica apresenta a vantagem de permitir uma interpretação visual e direta das informações, pois graficamente apresenta segmentos de retas com divisões de 1 centímetro acompanhado do respectivo valor em quilômetros.
A figura 2 mostra no primeiro mapa em sua escala gráfica que cada 1 centímetro (cm) medido no mapa corresponde a 100 quilômetros (km) na realidade. Na mesma figura 2, no segundo mapa, da Ilha de Fernando de Noronha nos mostra graficamente que cada 1 centímetro (cm) medido no mapa, corresponde a 1 quilômetro (km) na realidade.
3. Aplicação
Com o conhecimento adquirido aplicado ao primeiro mapa da figura 2, é possível saber a distância real entre a cidade de Natal no Rio Grande do Norte e a Ilha de fernando de Noronha, cuja medição no mapa revelou ser de 2,5 centímetros (cm), logo a distância real é ... 250 quilômetros (km).
Na mesma figura 2, porém no segundo mapa, a questão é obter a distância real entre os pontos A e B, em linha reta da Ilha, observando que a escala gráfica é outra e a medição no mapa mostrou uma distância medida entre os pontos A e B, de 5,5 centímetros (cm), logo a distância real será de... 5,5 quilômetros (km).
4. Escala de Redução
A escala de um mapa será sempre uma escala de redução e para saber quantas vezes o tamanho real da área geográfica foi reduzido de modo que tornasse possível sua representação num mapa basta transformar para uma escala gráfica em numérica, vamos demonstrar isso voltando ao exemplo da figura 1, com uma escala numérica de 1:30.000.000 (um por trinta milhões), significa que a medida real foi reduzida trinta milhões de vezes para que fosse possível a sua representação no mapa.

5. Relação entre denominador, escala e riqueza de detalhes

figura 4

 
figura 3

Exemplo de escala numérica

Esta relação entre escala e riqueza de detalhes é estabelecida pelo denominador, sendo uma relação inversamente proporcional, ou seja, quanto maior o denominador, menor será a escala e também menor será a riqueza de detalhes, e o inverso também procede, quanto menor o denominador maior será a escala e também a riqueza de detalhes, as figuras 3 e 4 mostram um quadro resumo.











6. Como ampliar um mapa ?
Para ampliar o mapa, isto é aumentar a riqueza de detalhes, devemos proceder da seguinte forma: Diminuir o denominador que significa estarmos aumentando a escala e consequentemente a riqueza de detalhes.
Exemplo: Num mapa de escala 1:100.000 (um por cem mil), queremos ampliar o mapa 5 vezes, logo o denominador será reduzido 5 vezes, ficando a nossa escala em 1:20.000 (um por vinte mil).

7. Como reduzir
Para reduzir o mapa, isto é reduzir a riqueza de detalhes, devemos adotar um procedimento inverso do que foi adotado para ampliar, aumentar o valor do denominador, e consequentemente estaremos diminuindo a escala e a riqueza de detalhes.
Exemplo: Num mapa de escala 1:100.000 (um por cem mil) para reduzi-lo 5 vezes, aumentaremos o denominador 5 vezes, logo a nossa escala será de 1:500.000 (um por quinhentos mil).

7. Como escolher a melhor escala?

  Área geográfica (terreno)
  Escala
  Cidade de São Luís   1: 9.000
  Maranhão   1: 1.000.000
  Brasil   1: 9.000.000
  América do Sul   1: 19.000.000
  Planeta Terra (Múndi)   1: 40.000.000

Primeira conclusão:
A cidade de São Luís tem uma área geográfica menor. Temos de usar uma escala maior (1: 9.000).
Segunda conclusão:
O planeta Terra tem uma área geográfica maior. Temos de usar uma escala menor (1: 40.000.000) para confeccionar o mapa múndi.


Exercícios
01. Todas as afirmativas sobre escalas estão corretas, EXCETO:
a) Indicam a proporção entre o tamanho representado no mapa e a dimensão real no terreno.
b) Indicam quantas vezes as medidas representadas foram reduzidas.
c) São inversamente proporcionais ao seu denominador.
d) Permitem a inclusão de uma quantidade maior de detalhes quando representam uma área maior.
e) A realidade do que você representa no mapa depende da escala utilizada.


02. O mapa representa uma determinada área geográfica:
I. Escala - 1: 7.500.000;
II. Cidade "A" = 0ºL e 10ºLnW;
III. Cidade "B" = 0º L e longitude leste. Não foi dada a numeração da longitude;
IV. As duas cidades estão separadas no mapa por 37 cm.
Pergunta-se: qual a longitude da cidade "B"?
a) 25º;         b) 10º;         c) 75º;         d) 47º;         e) 15º.


03.Em um certo mapa do Brasil que foi construído na escala 1: 4.000.000, a distância do ponto extremo Norte para o Sul é de 11 cm. Em um outro mapa do mesmo país, a distância do ponto extremo Norte para o Sul é de 7 cm. Pergunta-se: Em qual escala numérica foi confeccionado este 2ª mapa?
a) 1: 4.000          b) 1: 44.000.000          c) 1: 28.000.000          d) 1: 6.285.714          e) 1: 1.807.600


04.Em um mapa feito na escala abaixo onde cada espaço corresponde a 1 cm e os números em km, responda;
0 5 10 15 20 25
as cidades "A" e "B" estão separadas por 10 cm. Qual seria a escala numérica de um outro mapa onde as mesmas cidades estão separadas por 5 cm?
a) 1:500.000        b) 1:10.000.        c) 1:1.000.000        d) 1:15.000.000        e) 1:100.000


05. Dois mapas foram elaborados dentro da seguinte condição:
MAPA 1 - Distância gráfica entre as cidades "A" e "B" = 4 cm - ESCALA: 1 cm = 200 metros
MAPA 2 - Distância gráfica entre as cidades "A" e "B" =10 cm
Analise as proposições:
1. a distância real entre as cidades "A" e "B" na situação do MAPA 1 é de 0,8 km;
2. a escala usada no MAPA 2 é de 1: 8.000;
4. do MAPA 1 para o MAPA 2 temos uma situação de ampliação;
8. as duas escalas (MAPA 1 e 2) podem ser usadas para mapas urbanos;
16. a escala do MAPA 1 tem condições de trabalhar (representar) uma área geográfica maior do que a do mapa 2.
A soma das corretas é:
a) 31         b) 23         c) 15         d) 10         e) 07


Cartografia - resumo, dicas e questão comentada

30/09/2010 12h14
É a ciência de produzir mapas (representação visual de aspectos naturais, políticos, populacionais e outros de uma região) a partir de dados e técnicas matemáticas.

Com a realização de constantes guerras e com o crescimento do comércio, das cidades e dos países, os mapas deixaram de ser usados apenas para facilitar e indicar deslocamentos. Passaram a ter também a função de transmitir conhecimentos para favorecer a dominação e o controle de territórios. Isso levou a cartografia a grandes avanços técnicos, tornando os mapas cada vez mais fiéis à realidade.

Em cartografia, diferenciam-se os mapas de outras representações, como a carta. Enquanto os mapas oferecem representações mais genéricas e menos detalhadas do espaço (como planisférios), a carta representa espaços mais restritos com mais detalhes (como os guias de rua).

ELEMENTOS DO MAPA
Para entender um mapa é preciso notar alguns elementos básicos:

Título: indica o assunto de que trata um mapa. Sem essa informação pode haver uma analise errônea das informações ali presentes.

Escala: é a proporção entre o espaço real e o mapa. A escala numérica indica uma relação numérica entre o real e o representado. A escala 1:100.000, por exemplo, indica que um centímetro no mapa equivale a 100.000 centímetros no espaço real. A escala gráfica mostra uma reta dividida em partes iguais.

Se cada parte for equivalente a dez quilômetros, cada espaço do mapa igual ao comprimento da divisão equivalerá a dez quilômetros reais. Portanto, escalas grandes (como 1:100) representam pouco espaço com muito detalhe e escalas pequenas (1:250.000) representam muito espaço com poucos detalhes.

Legenda: traduz símbolos usados no mapa (como os de cidades, metrópoles e capitais) e a gradação de cores para altitudes e profundidades.

- Simulado de geografia - Cartografia: escalas, curvas de nível, latitude e longitude
- Simulado geografia - Cartografia II

COM O QUE FICAR ATENTO?
Projeções cartográficas são técnicas específicas de mapeamento. A mais comum é a “projeção cilíndrica conforme de Mercator”, que conserva a forma dos continentes e, por isso, chama-se “conforme”. Essa técnica apresenta distorção das áreas dos continentes, fazendo-os maiores quanto mais afastados da linha do Equador.

Outra técnica conhecida é a “projeção cilíndrica equivalente de Peters”, que mantém as áreas dos continentes, mas deforma seus contornos, tornando-os mais alongados na medida em que se afastam do Equador.

Cartografia é matéria comum nos vestibulares. Questões que cobram compreensão e interpretação de mapas e cartas são frequentes. Mas o conhecimento da história da cartografia também merece destaque, relacionando-se, principalmente, ao uso ideológico dos planisférios.

Na visão eurocêntrica do planisfério de Mercator (os mapas mais tradicionais), vemos o hemisfério norte colocado para “cima” e maior que o real – dando impressão de domínio do hemisfério norte sobre o hemisfério sul. Na visão terceiro-mundista do planisfério de Peters, vemos o mapa de “ponta cabeça” e as áreas dos continentes são mantidas – mostrando que o hemisfério sul é maior que o hemisfério norte.

Essas abordagens exemplificam como os mapas não são uma representação fiel e imparcial da realidade, mas podem ser usados para transmitir modos de ver o mundo.
Além disso, vemos nos vestibulares questões sobre a crescente utilização da cartografia no dia-a-dia da população, com a popularização dos GPS´s e a larga utilização de serviços online relacionados a mapas.

COMO JÁ CAIU NO VESTIBULAR?

1. (UCS-RS) Os mapas representam as superfícies terrestres. A fim de que se possa visualizá-las numa folha de papel ou na tela de um computador, usamos escalas. Uma escala constitui a relação de redução entre as dimensões apresentadas no mapa e seus valores reais correspondentes no terreno representado. Considere que, em uma planta urbana, a distância entre dois bairros é representada por 20 cm. Sabe-se que a distância real em linha reta entre eles é de 4 km. Com base nessas informações, pode-se deduzir que a escala neste caso corresponde a:
a) 1: 5.
b) 1: 80.
c) 1: 2 000.
d) 1: 20 000.
e) 1: 8 000 000.

GABARITO:
1.
Resposta correta: D



O que é um mapa?

Quem quiser se orientar rapidamente sobre alguma região do mundo, deve recorrer a um mapa ou a um atlas. Podemos dispor também de um grande número de obras de referência e bibliografias especializadas para a obtenção de informações geográficas precisas. O uso mais simples que se pode fazer de um mapa é tentar localizar a própria cidade natal. Foi esse o primeiro impulso que sentiu o cardeal Espinosa da Espanha ao receber de presente das mãos do célebre cartógrafo flamengo Abraham Ortelius (1527–1598) um exemplar de seu novo atlas. O cartógrafo acabou se arrependendo de seu gesto, pois, como o cardeal não achou sua cidade natal, ele teve que refazer sua chapa de cobre.

Durante muito tempo, discutiu-se a respeito da definição de mapa. A mais concisa é certamente esta: uma representação reduzida e plana da superfície terrestre.

A dificuldade técnica de representar o globo terrestre ou partes dele de modo exato e fiel numa superfície plana foi resolvida de diversas maneiras. Quanto maior a superfície real, tanto menor a sua representação no papel, até a representação de toda a Terra no mapa-múndi. Quanto menor a superfície real, tanto maior a sua representação, até o nível de uma planta.(...)

A maior parte dos mapas modernos estão orientados para o norte, como já acontecia aliás com os mapas da Antigüidade; isto significa concre-tamente que o norte fica na parte de cima do mapa. Na Idade Média, os mapas mostravam com freqüência uma orientação inversa. A própria palavra “orien-tação” quer dizer, originalmente, “posicionamento em relação ao leste, ao oriente, de onde surge a luz ”. Os mapas da Renascença muitas vezes estão orientados para o sul. Os cartógrafos modernos adotaram o esquema de orientação em uso na Antigüidade simplesmente porque a direção para o norte é a mais fácil para os habitantes do hemisfério Norte. (...)

O termo “carta”, que tem sua origem na palavra greco-egípcia http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/content/equations/2002-11-171-02-e001b.gif, é usado hoje, com pequenas variações, na maior parte das línguas européias para designar os mapas ou cartas geográficas. Seu significado antigo era papiro, papel ou, simplesmente, folha para escrever e desenhar. Foram os portugueses os primeiros a usá-lo nessa acepção de representação gráfica sobre um plano de uma parte ou da totalidade da superfície terrestre. Ainda no ano de 1713, o mapa era considerado pelo geógrafo alemão Gottfried Gregorii como uma “pintura” artística, uma tradição que remonta à Cosmografia de Ptolomeu: “Ninguém pode ser um bom cartógrafo se não for também um bom pintor”. (...)

Quando os cartógrafos não participavam pessoalmente das viagens, esforçavam-se, em suas oficinas, para lançar no pergaminho, papel, vidro ou nas chapas de cobre os resultados dessas viagens de descobrimento. Ao tentar preencher os espaços vazios no interior dos países longínquos, com detalhes característicos de costumes, vestimentas e habitações dos nativos, os cartógrafos nos fornecem, de um lado, os primeiros registros daquelas terras e de seus habitantes, mas, por outro lado, nos contam também a história de seu tempo. Assim, os mapas são igualmente um tipo de espelho que reflete as visões religiosas e filosóficas, os interesses e os conhecimentos da época de sua confecção. (...)

DREYER-EIMBCKE, Oswald. O Descobrimento da Terra. São Paulo, Melhoramentos, Edusp, 1992. p.15-7.



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