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Este blog tem como objetivo, ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas.


25/12/2014

4ª AULA: A Antiguidade Clássica – Grécia Antiga: Período Clássico – do século V ao século IV a.C.



Fala galera! Tudo bem? na última aula agente que viu que no período arcaico, bem no finalzinho, do  no século VI a.C. existia uma certa rivalidade entre as cidades gregas, geralmente levando estas a conflitos que quase sempre gerava uma a guerra entre estas cidades. Pois bem, essa prática acabava enfraquecendo-as. 

NOÇÕES PRELIMINARES:
Nesta fase, Esparta torna-se poderosa  Atenas cria suas obras artísticas e literárias.
O poder político se polarizou entre atenienses e espartanos. Atenas agregou diversas póleis a uma poderosa aliança política e econômica conhecida por Liga de Delos; os espartanos, por sua vez, organizaram a igualmente poderosa Liga do Peloponeso. Essas guerras serão um dos assuntos tratados nessa aula.
Nesta fase, Atenas cria suas obras artísticas e literárias. Além do estabelecimento de um dos mais duradouros padrões de beleza artística, os atenienses nos deram a tragédia, a comédia, a filosofia de Sócrates, a historiografia de Heródoto e Tucídides e um sistema político original, a democracia (literalmente, "o poder do povo"), talvez a maior de todas as contribuições.
Nesta fase, os Jônios realizam a cunhagem de moedas, aprendida por estes através do povo lídio, um de seus vizinhos. Surgiram na mesma época a literatura, a filosofia e o alfabeto gregos, também frutos de cidades jônicas.

 
Então vamos a nossa aula!
 
Bem, galera!!Dario I, rei dos persas e depois Xerxes, observando essa fragilidade no mundo grego (essas disputas internas dentro do mundo grego, e contando com o enfraquecimento dessas cidades), resolveram tenta dominar a Grécia. Então! No final do século IV os persas iniciaram um processo de conquistas de algumas cidades-estados gregas, chegando nesse mesmo século a conquistar e dominar as colônias gregas da Ásia menor, originando vários conflitos entre esses dois povos  que acabaram deflagrando as tão famosas Guerras Médicas no século V a.C. 

Então vamos começar pelas guerras As Guerras

As Gueras Médicas ou Guerras Greco-Pérsicas

A primeira guerra começou quando Dario I mandou emissários render as cidades gregas pacificamente. Várias cidades gregas cederam, menos Esparta e Atenas, que mataram os emissários persas.

Dario então preparou um grande exército e desembarcou na planície de Maratona, próximo a Atenas. Os Atenienses, com  um exército bem menor, tiveram de lutar sozinhos, pois os espartanos só poriam seus exércitos em marcha sob lua cheia, e na época era quarto crescente.  Mesmo assim os gregos lutaram com garra e venceram em 490 a.C.

Na segunda guerra, com a morte de Dario I, os persas passaram a serem governados por Xerxes, Prepararam um poderoso exército que iria por terra. Uma esquadra saiu costeando pelo mar Egeu, acompanhando a marcha dos soldados.

Invadiram a Grécia pelo norte, renderam Tessália, que aliou-se a eles. Algumas cidades uniram-se a Atenas. Quando eles conseguiram passar pelo desfiladeiro das Termópilas, entraram em Atenas, saquearam, incendiaram a cidade. Mas os grego haviam construído uma esquadra, que embora em menor numero era mais veloz e equipada que as embarcações persas. Os gregos vencem mais uma vez, agora na Baía de Salamina. Mandam Xerxes de volta para a Ásia.

Segura ai que ainda não acabou...
Os persas continuavam querendo a Grécia. Eles estavam no Mar Egeu. Xantipo comanda os gregos e vence a esquadra persa na batalha naval de Miracle. Finalmente as guerras médicas chegaram ao fim quando Címon destrói a última esquadra persa em Eurimedonte.
Com essas vitórias, Atenas consegue grande prestígio, provocando a inveja de Esparta.

Guerras Internas
Os interesses dos dois grupos, Atenas e Esparta, logo entraram em choque, e os aliados de Esparta e os aliados de Atenas enfrentaram-se numa longa e desgastante guerra, conhecida  por Guerra do Peloponeso (431 a 404 a.C.).

Péricles agora governava Atenas, uniu várias cidades gregas formando a Confederação de Delos, buscando manter a paz.

Esparta não participou desta confederação, e unida a outras cidades, atacou a Ática, levando seus habitantes a refugiarem-se em Atenas.
Atenas mandou uma esquadra para devastar o Peloponeso, mas a peste atacou esta cidade com mais força que seus navios, matando inclusive Péricles.

As duas cidades, já fracas de lutarem assinaram uma trégua que deveria durar 50 anos. Porém isso não ocorreu, pois Alcebíades aconselhou o governo a conquistar a Silícia (rica em trigo), mas para isso os Atenienses teriam que atacar Siracusa, aliada de Esparta.

A campanha foi um desastre, já que por um incidente Alcebíase traiu Atenas e revelou suas intenções à Esparta.
O fim das guerras finalmente chegou quando Lisandro venceu a esquadra ateniense, que por sua vez, obrigou-se a assinar sua rendição a Liga do Peloponeso, ficando submissa a Esparta, o que não durou muito, já que um ateniense,Trasíbulo, que havia se refugiado em Tebas libertou Atenas. E ainda, dois tebanos , Pelópidas e Epaminondas, investiram contra Esparta e venceram-na.

Com a disputa, finalmente vencida pelos espartanos, os atenienses perderam quase todo o poderio político e financeiro adquirido nos anos anteriores.

Com todas essas guerras entre as cidades, a Grécia ficou enfraquecida, sendo invadida e dominada pela Macedônia, monarquia semi-bárbara, existente ao norte.

O século IV a.C. começou com um curto período de hegemonia espartana, concomitante a um hesitante renascimento ateniense, a que se seguiu um período igualmente curto de hegemonia tebana. Atenas, porém, manteve sua importância cultural: esse foi o século de Platão, Aristóteles e Demóstenes.

Quando as póleis se deram conta, a partir de 350 a.C., da progressiva intromissão do rei Felipe II da Macedônia nos assuntos gregos, era tarde demais: em 338 a.C. o exército macedônico pôs fim à autonomia das póleis helênicas. Após a morte do rei, um ano depois, seu filho Alexandre III ("O Grande")  tomou o Egito, o Oriente Médio e o Império Persa em menos de quinze anos, com um exército de macedônios.

Este período foi divididos em duas partes.
A primeira fase, durante os séculos V e IV a.C., foi marcada pelos seguintes acontecimentos:
  • Rivalidade entre as cidades gregas, levando-as a guerra, enfraquecendo-as;
  • Dario I, rei dos persas e depois Xerxes, contando com o enfraquecimento das cidades, tenta dominar a Grécia;
  • Os persas foram vencidos pelos gregos, nas batalhas de Maratona, Salamina e Platéia;
  • Esparta, invejando o progresso de Atenas, depois das guerras medicas, aliada com outras cidades gregas, vence sua rival (431 a 404 a.C.);
  • Em 338 a.C. Filipe da Macedônia invade a Grécia.
Durante essa fase, mesmo com tantas guerras, os gregos conseguiram realizar suas mais importantes obras de arte e literárias.
A segunda fase, século III a II a.C., deu-se então:
  • A conquista dos persas, por Alexandre da Macedônia, que fundou um novo e grande império, incluindo o da Índia, o Egito, e a Grécia;
  • Um maior contato dos gregos com outros povos transformou a sua cultura;
  • O domínio do Império Alexandrino pelos soldados de Roma, no século II a.C., ficando a Grécia submissa aos romanos.

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