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Este blog tinha como objetivo, apenas de ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas AGORA também estaremos postando aulas com assuntos das Ciências Natureza (Biologia, Química e Física).


18/08/2014

PROVA DE HISTORIA DO ENEM 2011/ 2012 e 2013: Competências, Habilidades, Comentários e Gabarito Oficial

ENEM 2011 - Prova de História - comentada -

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(Enem 2011)  Art. 92. São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais:

I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se compreendam os casados, e Oficiais militares que forem maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e Clérigos de Ordens Sacras.
IV. Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade claustral.
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.

Constituição Política do Império do Brasil (1824). Disponível em: https://legislação.planalto.gov.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado).

A legislação espelha os conflitos políticos e sociais do contexto histórico de sua formulação. A Constituição de 1824 regulamentou o direito de voto dos “cidadãos brasileiros” com o objetivo de garantir

(A) o fim da inspiração liberal sobre a estrutura política brasileira.   
(B) a ampliação do direito de voto para maioria dos brasileiros nascidos livres.   
(C) a concentração de poderes na região produtora de café, o Sudeste brasileiro.   
(D) o controle do poder político nas mãos dos grandes proprietários e comerciantes.   
(E) a diminuição da interferência da Igreja Católica nas decisões político-administrativas.   

Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [D]

A Constituição de 1824 foi imposta pelo imperador e reflete a elitização política. Seu componente mais importante foi o voto censitário, ou seja, baseado na renda indivíduo. Dessa forma penas aqueles que tivessem renda proveniente da terra – os fazendeiros – ou do comércio (geralmente indivíduos de origem portuguesa) tiveram garantidos o direito político de votar.

(Enem 2011)  Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.

LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado).

O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930), tinha como uma de suas principais características o controle do voto, o que limitava, portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava vinculada a uma estrutura social

(A) igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda.   
(B) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.   
(C) tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.   
(D) ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.   
(E) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [E]

Durante a Primeira República, também denominada de República Velha, o país manteve sua estrutura agrária tradicional, em diversas regiões, tendo substituído a escravidão por um modelo assalariado precário. A estrutura exportadora e de concentração de terras permaneceu e, a adoção de novo modelo eleitoral, no qual o homem pobre poderia votar – desde que alfabetizado – exigiu que os latifundiários se preocupassem em estabelecer controle sobre o voto de seus trabalhadores. Os grandes latifundiários, os “coronéis” eram aqueles que possuíam poder econômico, dada a concentração de terras, poder político local – dominando as prefeituras e, na prática, o poder de polícia e de justiça, uma vez que delegados e juízes eram normalmente indicados por eles.


(Enem 2011)  Até que ponto, a partir de posturas e interesses diversos, as oligarquias paulista e mineira dominaram a cena política nacional na Primeira República? A união de ambas foi um traço fundamental, mas que não conta toda a história do período. A união foi feita com a preponderância de uma ou de outra das duas frações. Com o tempo, surgiram as discussões e um grande desacerto final.

FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2004 (adaptado).

A imagem de um bem-sucedido acordo café com leite entre São Paulo e Minas, um acordo de alternância de presidência entre os dois estados, não passa de uma idealização de um processo muito mais caótico e cheio de conflitos. Profundas divergências políticas colocavam-nos em confronto por causa de diferentes graus de envolvimento no comércio exterior.

TOPIK, S. A presença do estado na economia política do Brasil de 1889 a 1930. Rio de Janeiro: Record, 1989 (adaptado).

Para a caracterização do processo político durante a Primeira República, utiliza-se com frequência a expressão Política do Café com Leite. No entanto, os textos apresentam a seguinte ressalva a sua utilização:

(A) A riqueza gerada pelo café dava à oligarquia paulista a prerrogativa de indicar os candidatos à presidência, sem necessidade de alianças.   
(B) As divisões políticas internas de cada estado da federação invalidavam o uso do conceito de aliança entre estados para este período.   
(C) As disputas políticas do período contradiziam a suposta estabilidade da aliança entre mineiros e paulistas.   
(D) A centralização do poder no executivo federal impedia a formação de uma aliança duradoura entre as oligarquias.   
(E) A diversificação da produção e a preocupação com o mercado interno unificavam os interesses das oligarquias.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [C]

Apesar de apelido dado “café com leite”, vale a pena lembrar que parte da elite mineira estava ligada à produção de café, enquanto a importância da pecuária leiteira crescia. Os cafeicultores mineiros tinham maiores vínculos com os paulistas, enquanto que os pecuaristas, que produziam para o mercado interno, possuíam maiores contradições. Além disso, a aliança procurava garantir o controle sobre a Presidência da República e necessitava do apoio das oligarquias estaduais – e, portanto dos coronéis – para que tivessem o apoio do Congresso Nacional.

(Enem 2011) 

















A imagem representa as manifestações nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, na primeira década do século XX, que integraram a Revolta da Vacina. Considerando o contexto político-social da época, essa revolta revela

(A) a insatisfação da população com os benefícios de uma modernização urbana autoritária.   
(B) a consciência da população pobre sobre a necessidade de vacinação para a erradicação das epidemias.   
(C) a garantia do processo democrático instaurado com a República, através da defesa da liberdade de expressão da população.   
(D) o planejamento do governo republicano na área de saúde, que abrangia a população em geral.   
(E) o apoio ao governo republicano pela atitude de vacinar toda a população em vez de privilegiar a elite.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [A]

O Rio de Janeiro era a capital do Brasil, cidade onde se encontravam representações diplomática e empresarial e padecia da falta de infraestrutura básica. A política dos governos federal e municipal de promover o saneamento e embelezamento da cidade, entendidos como modernização, foi implementado de maneira autoritária, com a demolição de casas populares e a vacinação forçada promovida pelo ministro Oswaldo Cruz.

A charge remonta à Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro, durante o governo de Rodrigues Alves (1902-1906). O conflito ocorreu sobretudo, entre a população de baixa renda e as forças policiais (que a imagem mostra montadas em ampolas e agindo de modo repressivo). O estopim da Revolta foi a vacinação obrigatória (determinada pelo diretor da saúde pública Osvaldo Cruz, que visava erradicar a varíola) e na reurbanização da cidade do Rio de Janeiro (processo que afastou a população mais pobre para áreas mais distantes, como encostas de morros e baixada fluminense).


ENEM 2012 PPL - Prova de História - comentada - 
 

13. (Enem PPL 2012)  No contexto da polis grega, as leis comuns nasciam de uma convenção entre cidadãos, definida pelo confronto de suas opiniões em um verdadeiro espaço público, a ágora, confronto esse que concedia a essas convenções a qualidade de instituições públicas.
MAGDALENO, F. S. A territorialidade da representação política: vínculos territoriais de compromisso dos deputados fluminenses. São Paulo: Annablume, 2010.

No texto, está relatado um exemplo de exercício da cidadania associado ao seguinte modelo de prática democrática:  

(A) Direta.    
(B) Sindical.    
(C) Socialista.    
(D) Corporativista.    
(E) Representativa.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [A]

Apesar do conceito de cidadania ateniense ser excludente, a democracia em Atenas era exercida de maneira direta, com todos os cidadãos participando das decisões políticas, como retratado no texto.

14. (Enem PPL 2012)  Mirem-se no exemplo 

Daquelas mulheres de Atenas 
Vivem pros seus maridos 
Orgulho e raça de Atenas.



BUARQUE, C.; BOAL, A. “Mulheres de Atenas”. In: Meus caros amigos,1976. Disponível em: http://letras.terra.com.br. Acesso em 4 dez. 2011 (fragmento)


Os versos da composição remetem à condição das mulheres na Grécia antiga, caracterizada, naquela época, em razão de  

(A) sua função pedagógica, exercida junto às crianças atenienses.    
(B) sua importância na consolidação da democracia, pelo casamento.    
(C) seu rebaixamento de status social frente aos homens.    
(D) seu afastamento das funções domésticas em períodos de guerra.    
(E) sua igualdade política em relação aos homens.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [C]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia]
As “mulheres que vivem para os seus maridos” são mulheres que têm seu status social definido a partir da subserviência aos homens. De fato, na sociedade ateniense clássica, as mulheres não possuíam os direitos de cidadania, tendo sua importância vinculada aos afazeres domésticos e reprodutivos da sociedade.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]
O conceito de cidadania ateniense era excludente, privilegiando apenas os homens maiores de 21 anos e atenienses natos. Sendo assim, as mulheres atenienses não eram consideradas cidadãs, não exerciam a democracia ateniense e, portanto, estavam abaixo dos homens na hierarquia social.


(Enem 2012)  É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política não consiste nisso. Deve-se ter sempre presente em mente o que é independência e o que é liberdade. A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; se um cidadão pudesse fazer tudo o que elas proíbem, não teria mais liberdade, porque os outros também teriam tal poder.

MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997 (adaptado).

A característica de democracia ressaltada por Montesquieu diz respeito
(A) ao status de cidadania que o indivíduo adquire ao tomar as decisões por si mesmo.   
(B) ao condicionamento da liberdade dos cidadãos à conformidade às leis.   
(C) à possibilidade de o cidadão participar no poder e, nesse caso, livre da submissão às leis.   
(D) ao livre-arbítrio do cidadão em relação àquilo que é proibido, desde que ciente das consequências.   
(E) ao direito do cidadão exercer sua vontade de acordo com seus valores pessoais.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [B]

É certo que a liberdade da sociedade democrática é justificada pela sua limitação designada pela constituição da lei, porém a grande questão passa, então, a ser: qual é o conteúdo da lei? Se a democracia é um regime fundado sobre o valor da liberdade, então como a própria lei poderia livrar-se desse condicionamento primordial? O que Montesquieu estabelece é a necessidade de a lei ser a limitação da licença de se fazer tudo aquilo que não esteja de acordo com a racionalidade do espírito da lei.  

(Enem 2012)  Na regulamentação de matérias culturalmente delicadas, como, por exemplo, a linguagem oficial, os currículos da educação pública, o status das Igrejas e das comunidades religiosas, as normas do direito penal (por exemplo, quanto ao aborto), mas também em assuntos menos chamativos, como, por exemplo, a posição da família e dos consórcios semelhantes ao matrimônio, a aceitação de normas de segurança ou a delimitação das esferas pública e privada — em tudo isso reflete-se amiúde apenas o autoentendimento ético-político de uma cultura majoritária, dominante por motivos históricos. Por causa de tais regras, implicitamente repressivas, mesmo dentro de uma comunidade republicana que garanta formalmente a igualdade de direitos para todos, pode eclodir um conflito cultural movido pelas minorias desprezadas contra a cultura da maioria.

HABERMAS, J. A inclusão do outro: estudos de teoria política. São Paulo: Loyola, 2002.

A reivindicação dos direitos culturais das minorias, como exposto por Habermas, encontra amparo nas democracias contemporâneas, na medida em que se alcança
(A) a secessão, pela qual a minoria discriminada obteria a igualdade de direitos na condição da sua concentração espacial, num tipo de independência nacional.   
(B) a reunificação da sociedade que se encontra fragmentada em grupos de diferentes comunidades étnicas, confissões religiosas e formas de vida, em torno da coesão de uma cultura política nacional.   
(C) a coexistência das diferenças, considerando a possibilidade de os discursos de autoentendimento se submeterem ao debate público, cientes de que estarão vinculados à coerção do melhor argumento.   
(D) a autonomia dos indivíduos que, ao chegarem à vida adulta, tenham condições de se libertar das tradições de suas origens em nome da harmonia da política nacional.   
(E) o desaparecimento de quaisquer limitações, tais como linguagem política ou distintas convenções de comportamento, para compor a arena política a ser compartilhada.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [C]

Habermas é um autor frequentemente evocado nos debates sobre direitos humanos. Sua teoria dá grande valor à capacidade humana de, na esfera pública, travar uma comunicação capaz de gerar a coexistência das diferenças. Desta maneira, somente a alternativa [C] está correta.

(Enem 2012)  TEXTO I

O que vemos no país é uma espécie de espraiamento e a manifestação da agressividade através da violência. Isso se desdobra de maneira evidente na criminalidade, que está presente em todos os redutos — seja nas áreas abandonadas pelo poder público, seja na política ou no futebol. O brasileiro não é mais violento do que outros povos, mas a fragilidade do exercício e do reconhecimento da cidadania e a ausência do Estado em vários territórios do país se impõem como um caldo de cultura no qual a agressividade e a violência fincam suas raízes.

Entrevista com Joel Birman. A Corrupção é um crime sem rosto. IstoÉ. Edição 2099; 3 fev. 2010.

TEXTO II

Nenhuma sociedade pode sobreviver sem canalizar as pulsões e emoções do indivíduo, sem um controle muito específico de seu comportamento. Nenhum controle desse tipo é possível sem que as pessoas anteponham limitações umas às outras, e todas as limitações são convertidas, na pessoa a quem são impostas, em medo de um ou outro tipo.

ELIAS, N. O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

Considerando-se a dinâmica do processo civilizador, tal como descrito no Texto II, o argumento do Texto I acerca da violência e agressividade na sociedade brasileira expressa a
(A) incompatibilidade entre os modos democráticos de convívio social e a presença de aparatos de controle policial.   
(B) manutenção de práticas repressivas herdadas dos períodos ditatoriais sob a forma de leis e atos administrativos.   
(C) inabilidade das forças militares em conter a violência decorrente das ondas migratórias nas grandes cidades brasileiras.   
(D) dificuldade histórica da sociedade brasileira em institucionalizar formas de controle social compatíveis com valores democráticos.   
(E) incapacidade das instituições político-legislativas em formular mecanismos de controle social específicos à realidade social brasileira.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [D]

A presente questão pode gerar confusão. Segundo o gabarito oficial, a alternativa correta é a [D]. No entanto, a alternativa [E] nos parece mais correta. A discussão apresentada nos textos não diz respeito especificamente a valores democráticos. O que há é a relação entre ausência do Estado e falta de controle sobre os indivíduos. Isso se percebe, sobretudo, nas instituições públicas, que não conseguem fazer com que a cidadania do povo seja reconhecida.  

(Enem 2012)  As mulheres quebradeiras de coco-babaçu dos Estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins, na sua grande maioria, vivem numa situação de exclusão e subalternidade. O termo quebradeira de coco assume o caráter de identidade coletiva na medida em que as mulheres que sobrevivem dessa atividade e reconhecem sua posição e condição desvalorizada pela lógica da dominação, se organizam em movimentos de resistência e de luta pela conquista da terra, pela libertação dos babaçuais, pela autonomia do processo produtivo. Passam a atribuir significados ao seu trabalho e as suas experiências, tendo como principal referência sua condição preexistente de acesso e uso dos recursos naturais.

ROCHA, M. R. T. A luta das mulheres quebradeiras de coco-babaçu, pela libertação do coco preso e pela posse da terra. In: Anais do VII Congresso Latino-Americano de Sociologia Rural, Quito, 2006 (adaptado).

A organização do movimento das quebradeiras de coco de babaçu é resultante da

(A) constante violência nos babaçuais na confluência de terras maranhenses, piauienses, paraenses e tocantinenses, região com elevado índice de homicídios.   
(B) falta de identidade coletiva das trabalhadoras, migrantes das cidades e com pouco vínculo histórico com as áreas rurais do interior do Tocantins, Pará, Maranhão e Piauí.   
(C) escassez de água nas regiões de veredas, ambientes naturais dos babaçus, causada pela construção de açudes particulares, impedindo o amplo acesso público aos recursos hídricos.   
(D) progressiva devastação das matas dos cocais, em função do avanço da sojicultura nos chapadões do Meio-Norte brasileiro.   
(D) dificuldade imposta pelos fazendeiros e posseiros no acesso aos babaçuais localizados no interior de suas propriedades.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [E]

Questão bastante específica. As quebradeiras de coco se organizam para defender sua atividade produtiva dos fazendeiros e posseiros, que as impedem de continuar trabalhando. A grande questão desse conflito é a posse da terra em um contexto de dominação econômica.

(Enem 2012)  Leia.

Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei

GONZAGA, L.; CORDOVIL, H. A vida de viajante, 1953. Disponível em: www.recife.pe.gov.br. Acesso em: 20 fev. 2012 (fragmento).

A letra dessa canção reflete elementos identitários que representam a
(A) valorização das características naturais do Sertão nordestino.   
(B) denúncia da precariedade social provocada pela seca.   
(C) experiência de deslocamento vivenciada pelo migrante.   
(D) profunda desigualdade social entre as regiões brasileiras.   
(E) discriminação dos nordestinos nos grandes centros urbanos.   


Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra [C]

A canção em questão trata da migração, dando especial valor à memória do migrante. Isso é perceptível nos trechos “minha vida é andar por esse país” e “guardando as recordações das terras onde passei”.

(Enem 2011)  Um volume imenso de pesquisas tem sido produzido para tentar avaliar os efeitos dos programas de televisão. A maioria desses estudos diz respeito a crianças - o que é bastante compreensível pela quantidade de tempo que elas passam em frente ao aparelho e pelas possíveis implicações desse comportamento para a socialização. Dois dos tópicos mais pesquisados são o impacto da televisão no âmbito do crime e da violência e a natureza das notícias exibidas na televisão.

GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.

O texto indica que existe uma significava produção científica sobre os impactos socioculturais da televisão na vida do ser humano. E as crianças, em particular, são as mais vulneráveis a essas influências, porque

(A) codificam informações transmitidas nos programas infantis por meio da observação.   
(B) adquirem conhecimentos variados que incentivam o processo de interação social.   
(C) interiorizam padrões de comportamento e papéis sociais com menor visão crítica.   
(D) observam formas de convivência social baseadas na tolerância e no respeito.   
(E) apreendem modelos de sociedade pautados na observância das leis.   

Geografalando Comenta
A alternativa correta é a letra[C]

As crianças não respondem por seus atos, possuem menor senso crítico e são, portanto, mais vulneráveis às influências dos programas de televisão. Em muitos países, por exemplo, está proibido o direcionamento da publicidade ao público infantil, pois as crianças não têm condições de decidir sobre suas necessidades de consumo.

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