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Este blog tem como objetivo, ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas.


21/02/2013

1ª Série EM = 4º BIMESTRE

RELEVO: noções gerais


Objetivos da Aula:
NOÇÕES PRELIMINARES:

Ola pessoal! O nosso assunto de estudo hoje é o relevo terrestre.

Mas o que é mesmo relevo?Pode ser definido como o modelado ou o formato da superficie terrestre. 


Na aula de hoje vamos falar sobre origem do atual modelado da superfície terrestre. Para isso vamos apresentar os tipos de agentes que dão origem e e modificam o relevo terrestre.isto é: Agentes Interno isto é,
agem internamente (no interior do planeta) dando oriem e que estruturam o relevo terrestre como o tectonismo e o vulcanismo. E, por fim, falaremos dos Agentes Externos, isto é, aqueles agem de forma sobre a superfície terrestre externamente, modificando a ssim o seu modelado, e imprimindo-o sempre novas modificações em sua formas.
RELEVO: O relevo terrestre pode ser definido como as formas da e superfície do planeta. O relevo se origina e se transforma sob a interferência de dois tipos de agentes: os agentes internos e externos.
- endógenos: vulcanismo e tectonismo;agentes internos

- exógenos: intemperismo e a antropicidade (o fator humano)agentes externos.

BEM PESSOAL!! O relevo corresponde à parte externa da litosfera e é formado por um conjunto de formas, como as planícies e os planaltos. Resulta da atuação de agentes, que são divididos em internos ou endógenos e externos ou exógenos.

AGENTES DO RELEVO:

A ESTRUTURA 

Agentes internos ou endógenos:

Originam-se das pressões que o magma exerce sobre a litosfera, ou seja, atuam do interior para o exterior, sendo conhecidos como “criadores de relevo”, pois fazem surgir formas de relevo. Os principais agentes são: tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos.
 
Tectonismo/Diastrofismo
São movimentos provocados ou resultam de pressões, vindas do interior da Terra e que agem na crosta terrestre de forma lenta e prolongada. Os movimentos tectônicos podem também ser chamados de diastrofismo (distorção). Acarretam falhas e dobramentos, dando origem a várias formas de relevo. São caracterizadas como as formas mais intensas de movimentos internos da terra.

Esses movimentos se dividem em dois tipos de movimentos: os Epirogenéticos e os Orogenéticos:  
a) Movimentos Epirogenéticos:
São movimentos verticais, constituindo levantamentos e rebaixamentos, formando as falhas. Exemplo: a formação da Holanda.
 

IMPORTANTE: Na epirogênese, as forças do interior são verticais e atuam em rochas de pouca plasticidade e resistentes, sofrendo fraturas que resultam em levantamento, soerguimento e abaixamento, surgindo as falhas.

 
FONT-ALTABA, M. e ARRIBAS, San Miguel. Atlas de geologia

 b) Movimentos Orogenéticos:
São movimentações horizontais, determinando dobramentos. Esses movimentos originaram os relevos de maior altitude hoje presentes no globo, como a cordilheira dos Andes, Himalaia, Montanhas Rochosas, dentre outras.

IMPORTANTE: Na orogênese, os movimentos são horizontais, ou seja, as forças são laterais e atuam sobre camadas de rochas mais elásticas, ocorrendo encurvamento da litosfera, surgindo dobras ou dobramentos.

A orogenia pode ser convergente, ou divergente :

A) É chamada orogênese convergente de quando há colisão de placas, ou divergente, quando ocorre separação das mesmas. A orogênese convergente traz como consequência a formação de dobramentos, cordilheiras ou fossas. Sua área de atuação é marcada pela ocorrência frequente de sismos e pela presença abundante de vulcões.

Quando os dobramentos datam de uma era geológica recente, (Era Cenozóica) como os Andes, são considerados modernos, e quando datam de uma era geológica antiga, (pré-Cambriano, por exemplo) como o Escudo das Guianas, são considerados escudos ou maciços antigos.

As fossas, por sua vez, são formações recentes, datadas do Cenozóico, por exemplo a Fossa das Marianas. São formadas quando, na colisão, uma placa desloca-se para baixo da outra, criando o que costuma-se chamar de Zona de Subducção ou Zona de Benioff. Caracterizam-se por representarem as áreas mais profundas do planeta, por estarem em contacto direto com a astenosfera e por sua grande instabilidade tectônica.

B) Já a orogênese divergente é responsável pela formação das dorsais ,ou seja, grandes buracos na superfície(que são conseqüência da separação das placas).

Vulcanismo
É um movimento interno da Terra, que expulsa material magmático do interior para a superfície. Os vulcões em constante erupção são chamados de ativos, os que não possuem atividade são chamados de extintos.
As duas áreas onde se concentra a maioria dos vulcões são:
a) Círculo de Fogo do Pacífico: concentra aproximadamente 80% dos vulcões, abrange áreas dos Andes até as Filipinas, passando pela costa oeste dos EUA e pelo Japão.
b) Círculo de Fogo do Atlântico: abrange áreas da América central, Antilhas e Mediterrâneo.

Abalos Sísmicos ou Terremotos
Os abalos sísmicos podem ser chamados de terremotos, são movimentos naturais na litosfera, que se propagam através de vibrações. Podem ser percebidos pelas pessoas naturalmente ou por meio de aparelhos chamados sismógrafos. 
A intensidade do abalo é variável. O fator que mais influi é a proximidade do local de origem (Hipocentro-interior) e o local onde se manifesta (Epicentro-superfície).
A escala mais utilizada e conhecida para se medir a magnitude é a escala Richter, que pode variar até nove.

Somente uma parcela muito pequena dos tremores podem ser sentida pelas pessoas. Nesses casos, suas conseqüências podem variar de uma pequena sensação de desequilíbrio ao desmoronamento de cidades inteiras, o que obriga muitas pessoas a abandonarem certas áreas. Com isso, os terremotos podem modificar intensamente as paisagens do espaço geográfico. Mesmo com incessantes pesquisas desenvolvidas em torno da origem dos terremotos, ainda não é possível prever com precisão quando e com qual intensidade um abalo sísmico pode ocorrer. Muitas vezes esses abalos ocorrem no mar (maremotos) gerando uma onda de catástrofe, como a que ocorreu na Ásia no dia 26 de dezembro de 2004, gerando ondas gigantes, as tsunamis, matando milhares de pessoas na região e gerando o caos e a destruição.

ASSUNTO: ESTRUTURA GEOLÓGICA BRASILEIRA

Objetivos da aula:
1) Entender o que é o tempo geológico e a sua divisão em "tempo antigo" e "tempo recente";
2) Conhecer a distribuição das grandes estruturas geológicas do território brasileiro;
3) Compreender que a estrutura geológica é a base de um território, pois corresponde à sua composição rochosa e está ligada ao surgimento de minérios metálicos;
4) Conhecer a distribuição dos minérios metálicos no território brasileiro e relacioná-los com o arcabouço geológico brasileiro.


 Fala galera! tudo bem! na nossa aula de hoje vamos falar sobre a estrutura geológica brasileira! OK!! Então Vamos lá!!

O território brasileiro, de um modo geral, é constituído de estruturas geológicas muito antigas. e desgastada (erodida). 

No território brasileiro encontramos apenas duas das três formas de estruuras geológicas: os escudos cristalinos (blocos cratônicos) e as bacias sedimentares. Não existem DOBRAMENTOS MODERNOS. Existem diferentes idades entre formas de estrutura geológicas existentes no território brasileiro. 
a) "tempos antigos": Os "tempos antigos" abrangem o Pré-Cambriano  (Era Arqueozóica e Era Proterozóica) NESSE TEMPO associam à configuração do arcabouço geológico BRASILEIRO que corresponde os terrenos originalizados com a gêneses das primeira rochas que formaram a superfície nas quais formaram os ESCUDOS CRISTALINOS brasileiros dos 36% que correspondente ao território brasileiro  dessas formações datam ao pré-cambriano(arquezóica e proterozóico ) o que significa idade acima de 570 milhões de anos.  
Era Arqueozóica: Dessa Era correspondem cerca de 32% do território brasileiro. Esses terrenos, os mais antigos do país, são constituí­dos por rochas magmáticas intrusivas ou internas (como o granito) e metamórficas (como o gnaisse) e formam o chamado Embasamento ou Complexo Cristalino Brasileiro.

Era Proterozóica: 4% são terrenos em que predominam as rochas metamórficas. Possuem grande importância econômica porque neles se localizam as principais jazidas de minerais metálicos do país. É o caso das jazidas de ferro do Quadrilátero de Ferro (MG), da Serra dos Carajás (PA) e do Maciço de Urucum (MS); das jazidas de manganês da Serra do Navio (AP); da bauxita de oriximiná (PA); da cassiterita de Rondônia.

Podemos também considerar os escudos cristalinos em dois grandes blocos: 
- o Escudo das Guianas, situado ao norte, e
- o Escudo Brasileiro, que abrange as porções central, leste e sul do país e se encontra subdividido em várias partes denominadas núcleos ou escudos propriamente (Sul-Amazônico, Atlântico, Uruguaio-Sul-Rio-Grandense).

E nas eras Paleozóica e Mesozóica (o que significa entre 570 milhões e 225 milhões de anos) e correspondem as grandes áreas sedimentares do país: Paleozoicas (São-Franciscana e Paranaica)  e Mesozoica (Meio Norte e do Recôncavo) foram formadas as primeiras BACIAS SEDIMENTARES as mais antigas.

Esses "tempos antigos" possui grande parte das rochas e estruturas do relevo brasileiro são anteriores à atual configuração do continente sul-americano, que passou a ter o formato atual depois do levantamento da cordilheira dos Andes, a partir do Mesozóico. 
b) "tempos recentes".

Os "tempos recentes" abrangem os períodos Terciário e Quaternário da Era Cenozóica, não temos estruturas geológicas cristalinas, e esse TEMPO é associando à modelagem do relevo. Tamabém nesses"tempos recentes"  foram formadas as bacias recentes que correspondem ao períodos terciário e quaternário (Era Cenozóico 65 milhões de anos) e correspondem aos terrenos do Pantanal Mato-grossense, parte da bacia Amazônica e trechos do litoral nordeste e sul do país.
 
Observe o mapa que se segue:



Exercícios de Aula:

01- No que diz respeito à estrutura geológica brasileira, considere as afirmações abaixo:

I- Há predomínio de bacias sedimentares (64% do território) cuja importância econômica está associada à exploração de jazidas de carvão mineral e petróleo.

II- O derrame vulcânico da era paleozóica que atingiu áreas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, quando sofre a ação do intemperismo, dá origem a um solo bastante fértil, a terra roxa.

III- Há dois escudos, o brasileiro e o das guianas, onde são encontradas importantes jazidas de minerais, tais como ferro, manganês, ouro, entre outros.

São corretas as informações:

a) todas                   b)I e II           c) II apenas
d) II e III                e)III apenas

02. UEL) A estrutura geológica do Brasil é composta por:

I. Escudos cristalinos, muito antigos, de rochas rígidas e resistentes que originaram planaltos e algumas depressões, compondo 1/3 do território nacional.
II. Bacias sedimentares compostas de rochas sedimentares que originaram as planícies, planaltos sedimentares ou depressões, ocupando cerca de 64% do total do país.
III. Dobramentos modernos que originaram planaltos e relevos montanhosos, formados no Terciário, ocupando cerca de 30% do território nacional.
IV. Escudos cristalinos recentes, pouco desgastados por processos erosivos, que deram origem às formas de relevo no qual predominam os planaltos montanhosos distribuídos por quase todo o território nacional.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
03. (UERJ) A crosta terrestre é formada por três tipos de estruturas geológicas, caracterizadas pelos tipos predominantes de rochas, pelo processo de formação e pela idade geológica. Essas estruturas são os maciços cristalinos, as bacias sedimentares e os dobramentos modernos. Sobre esse assunto, é CORRETO afirmar:

a) os maciços antigos ou escudos cristalinos datam da era pré-cambriana, são constituídos por rochas sedimentares e são ricos em jazidas de minerais não metálicos.

b) as bacias sedimentares são formações muito recentes, datando da era quaternária, ricas em minerais energéticos e com intenso processo erosivo; constituem 64% do território brasileiro.

c) os dobramentos modernos, resultantes de movimentos epirogenéticos, são constituídos por rochas magmáticas, datam do período terciário e são ricos em carvão e petróleo, como os Andes, os Alpes e o Himalaia.

d) as principais reservas petrolíferas e carboníferas do mundo encontram-se nas bacias sedimentares, enquanto minerais como ferro, níquel, manganês, ouro, bauxita etc. são encontrados nos maciços cristalinos; os dobramentos modernos constituem áreas de intenso vulcanismo.

04. (Uece) Tratando-se da estrutura geológica do Brasil, todas as afirmações a seguir são verdadeiras, EXCETO:

a) as grandes estruturas do país são formadas por escudos cristalinos e por bacias sedimentares
b) a parte central da Amazônia é formada por rochas que compõem uma extensa bacia sedimentar
c) recursos naturais como petróleo, gás natural e carvão mineral ocorrem nos escudos cristalinos
d) as grandes reservas de águas subterrâneas se localizam em rochas porosas das bacias e coberturas sedimentares.
05. (Ufpel 2007) Relevo é o conjunto de diferentes formas apresentadas pela superfície terrestre, as quais são definidas pela estrutura geológica a partir da combinação de ações da dinâmica externa e interna da Terra.
Com base no texto anterior e em seus conhecimentos, é correto afirmar que

a) as modificações ocorridas no relevo brasileiro devem-se à intensa atividade geológica interna no passado, como vulcanismo, terremoto e dobramentos, verificadas no Brasil.

b) considerando que planícies são relevos em construção e planaltos relevos em destruição, no caso brasileiro, não devemos levar em conta os processos que os constituíram para tal classificação.

c) o clima tipicamente quente e úmido do Brasil não condiciona os mecanismos externos de atuação do intemperismo e da erosão sobre as rochas cristalinas e sedimentares.

d) o relevo não exerce influência sobre a pecuária e as atividades agrícolas no caso brasileiro, por sua característica de baixas altitudes.

e) predominam baixas altitudes no relevo brasileiro, e isso se deve à inexistência de dobramentos modernos durante o período terciário.
06 - (Puccamp) Não, é nossa terra, a terra do índio. Isso que a gente quer mostrar pro Brasil: gostamos muito do Brasil, amamos o Brasil, valorizamos as coisas do Brasil porque o adubo do Brasil são os corpos dos nossos antepassados e todo o patrimônio ecológico que existe por aqui foi protegido pelos povos indígenas. Quando Cabral chegou, a gente o recebeu com sinceridade, com a verdade, e o pessoal achou que a gente era inocente demais e aí fomos traídos: aquilo que era nosso, que a gente queria repartir, passou a ser objeto de ambição. Do ponto de vista do colonizador, era tomar para dominar a terra, dominar nossa cultura, anulando a gente como civilização.
(Revista "Caros Amigos". ano 4. nŽ. 37. Abril/2000. p. 36).

Objeto de ambição, eis uma expressão que cabe perfeitamente quando nos referimos ao subsolo brasileiro. Explica a afirmação, dentre outras causas,

a) a extensa área de terrenos pré-cambrianos ricos em minérios.
b) a ocorrência de combustíveis fósseis no escudo cristalino.
c) a baixa altimetria, responsável pela concentração mineral.
d) a ausência de alterações geológicas desde o Mesozóico.
e) os vários períodos de glaciação durante o Cenozóico.
Fim!!!

RELEVO BRASILEIRO: formas e altitudes



Objetivos da Aula:
Olá pessoal!! Tudo bem? Hoje vamos falar sobre o relevo brasileiro destacando suas principais características. OK!!!
NOÇÕES PRELIMINARES:
O Brasil é um país que possui uma estrutura geológica bastante antiga, o que determina seu relevo de baixa altitude. A inexistência de dobramentos modernos (endógenas) e a ação erosiva pelas quais já passaram os escudos cristalinos, influenciado principalmente por agentes externos (exógenos), como a alternância de climas quentes e úmidos com áridos ou semi-áridos favoreceu o processo de erosão no Brasil, ocasionou o baixo nível do seu relevo.

Observando a figura, percebe-se que a litosfera na parte externa é irregular e heterogênea, composta de várias formas de relevo. 

- Nas planícies, os terrenos estão em construção, pois a deposição de sedimentos supera a erosão ou desgaste. São terrenos aplainados no interior e principalmente no litoral.

- Quanto às depressões, elas são terrenos baixos em relação às terras que os circundam, podendo ser absolutas, isto é, abaixo do nível do mar, e relativas, ou seja, terras baixas, mas acima do nível do mar.

- No caso dos planaltos, são terrenos em destruição, pois a erosão supera a sedimentação. São superfícies elevadas, com ondulações e limitadas por escarpas. Podem ser cristalinos e sedimentares. Nos planaltos, ocorrem outras formas, como chapadas, serras, escarpas e morros. Segundo o cientista Jurandyr Ross, planalto “é uma superfície irregular, com altitudes acima de 300 m”. 

- Quanto às montanhas, sua origem, já estudada, está relacionada a dobras, falhas e vulcanismo, sendo novas e velhas. Quando formam cadeias com considerável extensão, recebem a denominação de cordilheiras. 

- Quanto ao relevo submarino, o destaque é a plataforma continental, que corresponde à continuação do continente em até 200 m de profundidade. É importante para a pesca e a exploração de petróleo. O talude é um declive acentuado, e é o verdadeiro limite entre o continente e o mar. A região pelágica predomina e abrange as principais formas de relevo, enquanto a região abissal é a menos abrangente e apresenta profundidade que ultrapassa 5.000 metros. 
 
a) Aspecto altimétrico:
No aspecto altimétrico, a não ocorrência no país de dobramento modernos, contribui para a existência de um relevo bastante desgastado e rebaixado isso devido ação do intemperismo e da erosão, que ao longo do tempo, desgastaram as velhas estruturas geológicas mais salientes do território brasileiro, confirmando o caráter dessas altitudes medianas fato evidenciado pelas modesta altitudes encontradas no país.


Alttudes modestas:
    0m à 200m = 41%
200m à 900m = 56%
900m à 1200m = 2,5%
      + de 1200m = 0,5%

Bem pessoal!! Só para se ter uma ideia da predominância de altitudes modestas no território brasileiro, apenas um ponto do seu território ultrapassa 3 mil metros de altitude: o Pico da Neblina com seus 3014 m, que é o ponto culminante (mais alto) do Brasil, localizado no estado do Amazonas, próximo à fronteira com a Venezuela.
O restante, pessoal !!! Cerca de 99% do modelado do relevo brasileiro, possui altitudes inferiores a 1200m. OK!!
b) Formas:


NOÇÕESPRELIMINARES:
O estudo do relevo brasileiro é bastante antigo possuindo pesquisadores de destaque como Aroldo de Azevedo e Aziz Ab’ Saber que desenvolveram suas pesquisas nas décadas de 1940 e 1960, baseados em relatos terrestres. Contudo uma nova classificação baseada em fotografias aéreas e no sensoriamento remoto destacou novas áreas e determinou um novo mapeamento do relevo, bem mais complexo e detalhado, essa classificação foi determinada por Jurandir Ross
Em sua porção continental, o relevo brasileiro não apresenta formas oriundas da atuação recente dos agentes internos (vulcanismo, tectonismo), como as elevadas montanhas que caracterizam as cordilheiras de tipo andino, alpino e himalaio. Apesar dessas estruturas geológicas que lhe deram origem serem em geral antigas, as formas atuais de nosso relevo foram esculpidas principalmente ao longo do período Tecéario e do início do Quaternário da era Cenazóica. 
 
O predomínio de baixas altitudes não significa que o relevo brasileiro seja basicamente de planícies, ao contrário, a maioria do território é constituída de planaltos e uma grande parcela de depressões. As áreas de concentração das planícies verdadeiras não chegam a um quinto do território nacional. De forma geral, o relevo brasileiro apresenta grande variedade morfológica (formas), como serras, planaltos, chapadas, depressões, planícies e outras formas resultante da ação, principalmente, dos agentes externos sobre a estrutura geológica de diferentes naturezas e idades. Os agentes externos ue mais participam da formação do relevo brasileiro são o clima (temperatura, ventos, chuvas) e os rios. 
CARACTERÍSTICAS GERAIS:
- Formação antigas e muito desgastadas!!!
- Possui uma estrutura geológica velha, bastante erodida, por anto de altitudes modestas!
LEMBRE-SE que as estruturas geológicas são antigas, mas as formas são recentes, decorrentes do desgaste erosivo.
E...... Bons Estudos!!
Exercícios de Aula:
01. (UECE) Aponte a característica que melhor identifica o relevo brasileiro:

a) apresenta predomínio de grandes altitudes, considerando possuir o território altitudes superiores a 1.000 m
b) apresenta dobramentos modernos e esta sujeito a movimentos tectônicos
c) apresenta pequena variedade de formas, predominando os maciços residuais
d) possui uma estrutura geológica velha, bastante erodida, portanto de altitudes modestas
  

CLASSIFICAÇÃO DO RELEVO BRASILEIRO


Objetivo da aula:
NOÇÕES PRELIMINARES:

O que é RELEVO???
.



É bem simples, PESSOAL!!!!  relevo correspondente aos diversos acidentes (saliências e depressões) encontrados sobre a superfície terrestre.

 E suas principais formas (saliências e depressões) são:
- as montanhas;
- os planaltos;
- as planícies e 
- as depressões.
Veja o esquema abaixo:
Para cada uma dessas formas acima mencionada foram criados conceitos com a finalidade de os individualizarem uns dos outros, especificando as suas respectivas singularidades em suas espacialidades, sendo utilizado para isso um determinado critério.
PROBLEMA ao estudar esse assunto é que existem mais de um critério no estudo dessas formas, e consequentemente também existe mais de uma maneira de classificá-las. O que levará o estudante desse assunto a ter que saber não só os tipos de classificações do relevo, mas também como cada uma dessas classificações foi elaborada, isto é, quais critérios foram usados na elaboração dessas supostas classificações.  

Nessa aula vamos apresentar os dois critérios mais utilizados nas classificações do relevo, desde o último século.
 - Critério atual: Modelo geomorfoclimático
Nesse modelo de classificação do RELEVO o pesquisador deve considerar no seu estudo a atuação conjunta de todos os fatores analisados (elementos da natureza como: clima, solo, hidrografia, vegetação etc.) mas, principalmente: a influência interna representada pelo tectonismo e a influência externa representada pela atuação do clima nos diferentes tipos de rochas.
 
Dentro dessa perspectiva, é necessário observar a evolução do clima, para realizar a classificação do relevo de um lugar, isto é, as dramáticas alterações ocorridas ao longo do tempo geológico. Portanto, a análise do relevo atual envolve também o estudo dos chamados paleoclimas, ou seja, os fatores climáticos passados, que contribuem para explicar o modelado do presente. O critério acima citado é o que é utilizado aceito pela comunidade científica hoje na geomorfologia.
Por exemplo a classificação do relevo brasileiro realizada por Aroldo de Azevedo tinha por base a altura do terreno,
- Já Critério mais antigo: Modelo geomorfológico
 As classificações do relevo nesse modelo prendiam-se basicamente à estrutura geológica,  e esse tipo de classificação era definida pelo tipo de rocha além de observa a altura das superfície, representado pelo nível altimétrico no momento da classificação. Para isso ele observava a Fisionomia, isto é, as saliências da superfície terrestre. Ficou comuns, por exemplo, denominação como: Planaltos cristalinos (formados por rochas magmáticas ou metamórficas) e planaltos sedimentares (formados por rochas sedimentares).
- O Critério utilizado por JURANDYR  L. S. ROSS  
Este último geografo tentou reunir em seu estudo os dois critérios citados acima, ou seja, em sua classificação ele associou informações sobre o processo de erosão e de sedimentação dominantes na na atualidade (critério geomorfoclimáticos) com informações da base geológico-estrutural do terreno e com o nível altimétrico(critério geomorfológico).  
Ou seja, no critério utilizado por Jurandyr Roos, ele se propôs realizar sua classificação a partir de três níveis de análise, vejamos quais forão eles:
        - Critérios morfoestruturais (Estrutura Geológica) Segundo as características morfoestruturais ele classificou em três níveis o relevo: 
                  1º dizia se o tipo da estrutura (planalto, planície ou depressão); 
                  2º considerava a estruturação dos planaltos (ex.: sedimentar, cristalino...); 
                  3º dava nome aos planaltos, planícies e depressões.

       - Critérios morfoclimáticas (Ação do clima)

       - Critérios morfoesculturais (Agentes externos)
CONCLUSÃO:
De modo geral, as classificações do relevo brasileiro - divisões do território em grandes unidades baseia-se em diferentes critérios, que refletem o estágio de conhecimento à época de sua elaboração e a orientação metodológica utilizada por seus autores. A primeira classificação brasileira, que identifica oito unidades de relevo, é elaborada, nos anos 40, por Aroldo de Azevedo. Em 1958 é substituída pela tipologia de Aziz Ab´Sáber, que acrescenta duas novas unidades de relevo. Uma das classificações mais recentes (1995), é a de Jurandyr Ross, do Departamento de Geografia da USP. Seu trabalho é baseado no projeto Radambrasil, um levantamento realizado entre 1970 e 1985 que fotografou o solo brasileiro com um equipamento especial de radar instalado num avião.
AS CLASIFICAÇÕES DO RELEVO BRASILEIRO

Classificação de Aroldo de Azevedo
No caso do Brasil, até meados do século XX, as classificações do relevo, prendiam-se basicamente à estrutura geológica, esse tipo de classificação era definida pelo tipo de rocha, e tornaram-se comuns, por exemplo, denominação como: Planaltos cristalinos (formados por rochas magmáticas ou metamórficas ) e planaltos sedimentares (formados por rochas sedimentares). Esse tipo de classificação foi a primeira a ser relaizada para representar o relevo brasileiro.

A classificação de Aroldo de Azevedo é um exemplo do tipo de classificação feita até o final da primeira metade do Século XX(até 1949).
CONTEXTUALIZANDO:
 
Na década de 40 Aroldo de Azevedo propôs o primeiro mapa do relevo brasileiro adotou pelo critério da geomorfologia observando a altura das superfície, representado pelo nível altimétrico. Para isso ele observava a Fisionomia das saliências da superfície terrestre, com base em aulas de campo.
Esse tipo de classificação tinha (ou ainda tem) como critério a análise de apenas do elemento tectônico (geomorfológico), e na altimétria, isto é ter por base a altura do terreno.
Na classificação de Aroldo de Azevedo ele estabeleceu um limite de 200 metros para determinar o que seria planalto em relação ao que seria uma planicie.
Considerando as cotas altimétricas, definida por ele, o mesmo estabeleceu (conceituou) que:
planaltos como sendo um terrenos levemente acidentados, com mais de 200 metros de altitude, e
planícies como sendo um superfícies planas, com altitudes inferiores a 200 metros.
Dessa forma e propôs seguinte mapa para descrever o relevo brasileiro:


   


   
Observe que as áreas que estão denominadas por Planície = correspondem a áreas inferiores à 200 metros de altitude.

  E que  as áreas que estão denominadas por Planalto = correspondem a áreas superiores à 200 metros de altitude.
Conforme Aroldo de Azevedo no território brasileiro existe duas formas predominantes de relevo, a saber:
Os planaltos que são:
- Planalto das Guianas
- Planalto Brasileiro
   subdividido em:
       - Planalto Atlântico
       - Planalto Central
       - Planalto Meridional

As planícies que são:
Planície Amazônica
Planície do Pantanal
Planície Costeira
Planície do Pampa ou Gaúcha
.
Obs.: A classificação de Aroldo de Azevedo, é a mais tradicional. Feita em 1949, está um pouco desatualizada, mesmo assim continua em uso, por três fatores: 
1º devido a preocupação com um tratamento coerente às unidades do relevo, dando mais valor a terminologia geomorfológica; 
2º devido a identificação de áreas individualizadas; e em
3º devido a simplicidade e originalidade

Classificação de Aziz N. Ab' Saber
Em 1958, Aziz Ab'Sáber propôs uma nova classificação do relevo brasileiro.

Ele observou a Fisiologia dos tipos de superfície através das rochas utilizando-se do critério morfloclimático (que explica a formação do relevo pela ação do clima). Isto é, que perde ou ganha sedimento a partir da ação do clima (temperatura e pluviosidade) sobre as rochas.

Para isso ele observou o processo de erosão e sedimentação.

Planalto: corresponderia a superfície aplainada, onde o processo erosivo estaria predominando sobre o sedimentar.

Planície: (ou terras baixas) se caracterizaria pelo inverso, ou seja, o processo sedimentar estaria se sobrepondo ao processo erosivo independentemente das cotas altimétricas.

Por essa divisão, o relevo brasileiro se compunha de 10 unidades, sendo sete planaltos, que ocupavam 75% do território, e três planícies, que ocupavam os 25% restantes.

Identificam-se sete planaltos e três planícies na classificação de Aziz.

 
Os planaltos que são:
- Planalto das Guianas
- Planalto Brasileiro,
 subdividido em:
    - Planalto Central
    - Planalto Meridional
    - Planalto Nordestino
    - Planalto do Maranhão-Piauí
    - Planalto Uruguaio Sul-Riograndense
    - Planalto do Planaltos do Leste e Sudeste

As planícies que são:
Planície e Terras Baixas AmazônicaPlanície e Terras Baixas Costeira
Planície do Pantanal


Veja o mapa com a classificação de relevo de Aziz Ab'Sáber:


Diferenças e semelhanças entre as duas classificações citadas:

Importante:Em ambas as classificações o Brasil apresenta dois grupos de formas de relevo planaltos e planícies.

No caso dos planaltos de quatro 
passaram para sete. Além de continuar os planalto Meridional, o Central e o planalto das Guianas. O maior deles o Planalto brasileiro que compreende a junção dos planaltos Central e Atlântico e Meridional) juntos novamente foram divididos em 4 planaltos: As mudanças feitas em relação à classificação foram:
                     - Planalto Nordestino (parte nordeste do Planalto Atlântico, de Aroldo)
                     - Planalto Leste e Sudeste (parte leste e sudeste do Planalto Atlântico)
                     - Planalto do Maranhão-Piauí (nos estados do Maranhão e Piauí)
                     - Planalto Uruguaio-Sul-Rio-Grandense (no Rio Grande do Sul) compreende o território da planície do Pampa, isso é, na classificação de Aroldo essa região está abaixo de 200 m (altimetria) é uma planície, já na classificação de Aziz A'b Saber é uma região que perde sedimentos é outro critério (fisiológico)por isso é um planalto.

Esses planaltos foram definidos segundo critérios geomorfológicos estruturais, ou seja, foram combinadas as formas com base em sua geologia.


Observação:
No lugar da planície do pampa aparece o Planalto Uruguaio Sul-Riograndense.

É importante ainda lembrar que continuaram os planaltos Meridional e Guinas mas desapareceu o planalto Atlântico

No caso das planícies a Planície do Pantanal se mantém nas duas classificações. Já a chamada Planície Costeira da primeira classificação é denominada Planícies e Terras Baixas Costeiras na segunda. O mesmo acontece com a Planície Amazônica, que passa a ser denominada Planícies e Terras Baixas Amazônicas (o termo “planícies" se refere às várzeas dos rios, onde a sedimentação é intensa, e a expressão “terras baixas", aos baixos planaltos ou platôs de estrutura geológica sedimentar). A planície do pampa deixa de existir.
Classificação de JURANDYR  L. S. ROSS  
Este último geografo tentou reunir em seu estudo os dois critérios citados acima, ou seja, em sua classificação ele associou informações sobre o processo de erosão e de sedimentação dominantes na na atualidade (critério geomorfoclimáticos) com informações da base geológico-estrutural do terreno e com o nível altimétrico(critério geomorfológico).  
Ou seja, no critério utilizado por Jurandyr Roos, ele se propôs realizar sua classificação a partir de três níveis de análise, vejamos quais forão eles:
  
        - Critérios morfoestruturais (Estrutura Geológica) Segundo as características morfoestruturais ele classificou em três níveis o relevo: 
                  1º dizia se o tipo da estrutura (planalto, planície ou depressão); 
                  2º considerava a estruturação dos planaltos (ex.: sedimentar, cristalino...); 
                  3º dava nome aos planaltos, planícies e depressões.

       - Critérios morfoclimáticas (Ação do clima)

       - Critérios morfoesculturais (Agentes externos)
Esta classificação utiliza fotos do projeto RADAM Brasil. O critério para análise relaciona formas estruturais, mais modelado do relevo.

Planalto: superfície irregular com altitude acima de 200 metros, resultante da erosão sobre rochas cristalinas ou sedimentares. Forma predominante no país. O Planalto pode ter morros, serras, e elevações íngremes de topo plano ( chapadas).

- Em sua maioria as unidades de planalto apresentam-se como formas residuais, ou seja, restos de antigas superfícies erodidas.

- As unidades de planaltos são em número de 11 e abrangem a maior parte do território brasileiro. Os mais extensos planaltos são: Planalto da Amazônia Ocidental, Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná, Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba, e Planalto e Serras do Atlântico Leste e Sudeste.

Importante:

Elas podem aparecer tanto nas áreas cristalinas como nas sedimentares, mas raramente ultrapassam a cota de 3.000 m – são, portanto, de altitudes muito baixas quando comparadas com as elevações das Montanhas Rochosas, da Cadeia dos Alpes, da Cordilheira dos Andes e do Himalaia. Lembrando que o relevo brasileiro é muito antigo, explicado pelo fato de o relevo apresentar baixa altitude, associada à intensa ação erosiva.

Os Planaltos continuaram dominando o território brasileiro, só que passaram a ser subdivididos em:

Planalto em bacias sedimentares – são os planaltos da Amazônia Oriental (Amazônia e Pará), os planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba (Pará, Maranhão e Piauí) e da bacia do Paraná (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul);


Planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma - são os chamados escudos cristalinos. Temos como exemplo o Planalto Norte-Amazônico (chamado de Planalto das Guianas nas classificações anteriores);


Planaltos dos cinturões orogênicos – originaram-se da ação da erosão sobre os dobramentos sofridos na era pré-cambriana. São as Serras do Mar, da Mantiqueira, do Espinhaço e as Serras do atlântico Leste-Sudeste;


Planaltos em núcleos cristalinos arqueados – isolados e distantes um dos outros, possuem a mesma forma arredondada. São o Planalto da Borborema e o Planalto Sul-Rio-Grandense;Planície:
Planícies (bacias sedimentares), que passaram a ocupar uma porção bem menor do território brasileiro. Surgem as planícies costeiras e as planícies continentais (planície do Pantanal e as planícies fluviais junto aos rios).

Conceito: a partir dos critérios adotados por Jurandyr Ross planície é uma superfície plana, com altitude inferior a 100 metros, formada pelo acúmulo de sedimentos de origem marinha, fluvial e lacustre. Na classificação de Ross as planícies são em menor número que os planaltos e as depressões. Isto se deve ao fato de que muitas áreas que antes eram consideradas planície, corresponde na verdade as depressões ou planaltos desgastados. A planície Amazônica que na classificação de Aroldo de Azevedo e Aziz Ab’Saber ocupava cerca de 2 milhões de km2, ocupa na classificação atual cerca de 100 mil km2


Obs. Esses sedimentos tem sua origem em material de origem marinha, lacustre ou fluvial em áreas planas como se verifica nas várzeas e “igapós” da Amazônia, no Pantanal Matogrossense ou planície Mato-Grossense , que avança em direção à Bolívia e ao Paraguai, numa área de sedimentação aluvial recente, com oscilação de altitude entre 100 e 150 m. No litoral do Rio Grande do Sul podem se destacar as planícies das lagoas dos Patos e Mirim. Nas planícies costeiras e nas várzeas fluviais em geral. Temos também planícies tabulares na orla litorânea, com suas “falésias” e “barreiras”, formações cristalinas ou sedimentares que constituem paredões junto ao mar.Depressões:
Finalizando a classificação do relevo brasileiro, temos as Depressões: As depressões se formaram no limite das bacias sedimentares (planícies) com os maciços antigos (planaltos) devido a processos erosivos, rebaixando o relevo, principalmente na Era Cenozóica. São onze no total que recebem denominações diferentes conforme sua localização. Temos as Depressões Periféricas, as Depressões Marginais e as Depressões Interplanálticas.

Conceito: a partir dos critérios adotados por Jurandyr Ross depressão é uma superfície com suave inclinação e formada por prolongados processos de erosão. A depressão é menos irregular do que o planalto e situa-se em altitudes que vão desde 100 a 500 metros de altitude. As unidades das depressões foram geradas por processos erosivos ocorridos no contato das extremidades das bacias sedimentares com antigos maciços. Estes processos erosivos deram origem a diversas formas de depressão no território nacional: depressão periférica, marginal, inter planálticas etc.

DICA: Para melhor entendimento você deverá observando que essa forma de relevo é sempre e somente encontrada entre os limites das bacias sedimentares com os maciços antigos, essa é a 1ª dica.

2ª dica é que além do que foi dito na primeira dica você deverá observar que nesse local os processos erosivos deveram ter formas de áreas rebaixadas, e que isso ocorreu no território brasileiro principalmente na era Cenozóica (8,5 milhões de anos),Outra dica importante é que elas dividem-se em periféricas (região de contato entre estrutura cristalina e sedimentar, como a Sul-Rio-Grandense – nº22 no mapa de Ross), marginais (bordas das bacias sedimentares, como a Sul-Amazônica – nº13 no mapa anterior de Ross) e interplanálticas (mais baixas que os planaltos circundantes, como a Sertaneja e do São Francisco – nº19 no mapa anterior de Ross).

- Depressão periférica: área deprimida que aparece na zona de contato entre terrenos sedimentares e cristalinos. Tem forma alongada. Ex. Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná.


- Depressão marginal: margeia bordas de terrenos sedimentares. Ex. Depressão sul Amazônica e Norte Amazônica.


- Depressão interplanáltica: É uma área mais baixa que os planaltos que a circundam. Ex. Depressão Sertaneja e do São Francisco.
IMPORTANTE
As unidades de depressão são em número de 11 e aparecem em segundo lugar no Brasil. As principais são: Depressão Marginal Norte amazônica, Depressão Marginal Sul amazônica, Depressão Sertaneja e do são Francisco, Depressão Periférica da Borda leste da Bacia do Paraná.
Assim esse conjunto de relevo brasileiro, passou a ser composto por 28 unidades, divididos em onze planaltos, onze depressões e seis planícies, que são:.





OS PERFIS TOPOGRÁFICOS DO RELEVO BRASILEIRO:
Três Grandes Perfis Resumem, o Relevo Brasileiro.







Região Norte: sentido noroeste - sudeste: Planaltos Residuais Norte Amazônicos, depressão marginal Norte Amazônica, Planalto da Amazônia Oriental, Planície Amazônica, Planalto da Amazônia Oriental, Depressão marginal Sul Amazônica, Planaltos Residuais Sul Amazônicos.


Obs:. Este corte tem cerca de 2000 km de comprimento. Vai das altíssimas serras do norte de Roraima, até o norte do Estado do mato Grosso. Região Nordeste: sentido noroeste - sudeste: Rio Parnaíba, Planaltos e Chapadas da Bacia do Rio Parnaíba, Escarpa ( ex serra) do Ibiapaba, Depressão Sertaneja, Planalto da Borborema, Tabuleiros Litorâneos.

Obs:.Este corte tem cerca de 1500 km de extensão. Vai do interior do maranhão até o litoral de Pernambuco. As regiões altas são cobertas por mata e as baixas por caatinga. 
Regiões Centro Oeste e Sudeste: sentido noroeste - sudeste: Planície do pantanal Mato-grossense, Planalto e Chapadas da Bacia do Paraná, Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná, Planaltos e Serras do Atlântico Leste- Sudeste.


Obs:. Este corte tem cerca de 1500 km de comprimento indo do Estado do mato Grosso do Sul até o litoral de São Paulo.


Bibliografia


Marcos de AMORIM, “ Geografia geral e do Brasil”
Igor MOREIRA, “O espaço geográfico”
WILLIAM V., “Brasil – sociedade e espaço”
Jaime OLIVA, “Temas da geografia mundial”
Maria Elena SIMIELLI “Geoatlas”
Atividades de fixação:


01. (UENP) Veja o mapa com a classificação de relevo de Aziz Ab'Sáber. E leia os enunciados abaixo:
I. A classificação do relevo brasileiro, de Aziz Ab Saber, levou em consideração os processos morfoclimáticos responsáveis pela dinâmica atual e pretérita do relevo; o título da sua classificação é Domínios Morfoclimáticos do Brasil.

II. As principais planícies do Brasil, evidenciadas na classificação de Aziz Ab Saber, são a Amazônica, a do Pantanal e a Costeira.

III. A classificação do relevo brasileiro, de Aroldo de Azevedo, em bacias sedimentares e planaltos cristalinos, serviu de referência para a classificação de Ab Saber.

IV. O Planalto das Guianas consiste na principal região de nascente dos rios afluentes da margem direita do rio Amazonas, que vão desaguar na Ilha de Marajó.

Estão corretas:

a) apenas I e II
b) apenas II e III
c) apenas III e IV
d) apenas I e IV
e) todas as assertivas
02. (Puccamp) Considere os mapas da Região Norte apresentados a seguir.

Como pode-se observar, a extensão da planície amazônica é diferente para os dois geógrafos. Essas interpretações estão associadas a critérios diferentes.

São eles:

a) Aroldo de Azevedo - altitude de 0 a 100m; Jurandyr Ross - altitude de 0 a 200m.
b) Aroldo de Azevedo - altitude de 0 a 200m; Jurandyr Ross - processo de formação sedimentar.
c) Aroldo de Azevedo - estrutura geológica cristalina; Jurandyr Ross - sucessão de processos erosivos.
d) Aroldo de Azevedo - estrutura geológica sedimentar; Jurandyr Ross - altitude de 0 a 100m.
e) Aroldo de Azevedo - sucessão de processos erosivos; Jurandyr Ross - sedimentação em fossa tectônica.
03- Com base no mapa da questão acima, responda a seguir:

A extensão da planície amazônica varia conforme o autor. Essas interceptações estão associadas a critérios diferentes. São eles:Aroldo de Azevedo Jurandyr Ross.Respectivamente:

a) Altitude de 0m a 100m  
   Altitude de 0m a 200m

b) Altitude de 0m a 200m
    Predomínio do processos de erosão

c) Estrutura cristalina
   Sucessão de processos de erosão

d) Estrutura sedimentar
    Altitude de 0m a 100m

e) Predomínio da erosão
    Colisão de placas tectônicas
04 . “Superfície muito plana com máximo de 100 m de altitude, é formada pelo acúmulo recente de sedimentos movimentados pela água do mar, rios e lagos, ocupa porção modesta no conjunto do relevo brasileiro.” Esse relevo é chamado de:


a) Depressão
b) Planície
c) Planalto
d) Tabuleiro
05. (Ufpe) Em relação ao relevo do Brasil, podemos afirmar:

( ) as bacias sedimentares correspondem a 64% do território nacional, constituindo grandes bacias, como a Amazônica, a do Meio-Norte, a do Paraná, a São-franciscana e a do Pantanal Mato-grossense;

( ) o relevo brasileiro apresenta modestas altitudes, já que a quase totalidade de nossas terras possui menos de 1.000 metros;

( ) o planalto Nordestino é uma região de baixas altitudes, em que se alternam elevações cristalinas, como as da Borborema e Baturité, com extensas chapadas sedimentares, como as do Araripe, do Apodi, do Ibiapaba e outras;

( ) as planícies e terras baixas costeiras formam uma longa e estreita faixa litorânea, que vai desde o Maranhão até o sul do país;

( ) o planalto Meridional, situado nas terras banhadas pelos rios Paraná e Uruguai, é dominado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por derrames basálticos.
 
06 (Uece) O mapa apresenta um esboço do relevo brasileiro, de acordo com o Prof. Aziz Nacib Ab'Saber. 
O RELEVO DO BRASIL
Segundo o Prof. Aziz Nacib Ab'Saber

1 - Planalto das Guianas
2 - Planícies e Terras Baixas Amazônicas
3 - Planalto do Maranhão-Piauí
4 - Planalto Nordestino
5 - Planalto Central
6 - Serras e Planaltos do Leste e Sudeste
7 - Planalto Meridional
8 - Planície do Pantanal
9 - Planalto Uruguaio-Riograndense
10 - Planícies e Terras Baixas Costeiras
Com base na análise da figura, tem-se como alternativa verdadeira: 

a) todos os compartimentos de relevos são de origem sedimentar
b) as planícies e terras baixas amazônicas correspondem, geologicamente, à área da bacia sedimentar amazônica
c) o planalto meridional apresenta, exclusivamente, rochas do embasamento cristalino
d) o planalto nordestino não tem superfícies rebaixadas e pediplanadas.
07 (UDESC 2008)

Para classificar o relevo, deve-se considerar a atuação conjunta de todos fatores analisados – a influência interna, representada pelo tectonismo, e a atuação do clima, nos diferentes tipos de rocha.

Sobre o relevo brasileiro, é correto afirmar:

a) Pelos novos estudos que classificam o relevo brasileiro, é fácil perceber que as planícies dominam o território nacional; por isso há tantas áreas disponíveis para a agricultura.
b) As chapadas são formas de relevo moldadas em rochas metamórficas, do que resulta a feição tabular, com a superfície mais ou menos plana e encostas abruptas. São muito encontradas na região Sul e Sudeste do Brasil.
c) As chapadas são formas de relevo moldadas em rochas metamórficas, do que resulta a feição tabular, com a superfície mais ou menos plana e encostas abruptas. São muito encontradas na região Sul e Sudeste do Brasil.
d) Não ocorrem no país dobramentos modernos. Essa característica contribui para que o relevo seja bastante desgastado e rebaixado pelo intemperismo e pela erosão, fato evidenciado pelas modestas altitudes encontradas no país.
e) As planícies brasileiras terminam, na sua grande maioria, em frentes de cuestas – nome que se dá às áreas planas das praias.

Segundo o geógrafo Jurandyr Ross, não existem áreas de depressão no Brasil, pois nenhuma forma de relevo é mais baixa que a linha do oceano.


08: (UDESC 2008)

Segundo Aziz Nacib Ab Saber, geógrafo, o relevo predominante no Brasil é:

a) Depressão Central.
b) Planícies e Terras Baixas.
c) Planalto Brasileiro.
d) Planície Costeira.
e) Planalto .
 
09. (Ufv) O Planalto Meridional Brasileiro apresenta a seguinte característica:


a) é formado por terrenos geologicamente novos, daí a inexistência de jazidas minerais.
b) a calha dos rios Iguaçu, Paranapanema, Canoas e Uruguai tem sentido Oeste-Leste devido aos dobramentos recentes.
c) o solo fértil conhecido como terra roxa é resultado da decomposição das rochas basálticas.
d) a cobertura vegetal predominante no planalto é arbustiva, tipo cerrado, encontrada hoje em pequenas manchas devido ao intenso desmatamento.
e) os campos, predominantes na Argentina e Uruguai, se estendem até o rio Paranapanema, no Estado do Paraná.
 
10. O relevo é o resultado de longos anos de trabalho da natureza. Os agentes modeladores foram esculpindo nosso relevo e dando feições marcantes à paisagem brasileira. Três renomados autores organizaram classificações para o relevo: Aroldo de Azevedo, Aziz Ab'Saber e Jurandyr Ross.

Considerando essas classificações, é correto afirmar que:

a) as classificações para o relevo brasileiro de Azevedo, Ab'Saber e Ross consideram apenas cotas altimétricas.
b) as três classificações consideram cotas altimétricas, definindo as cadeias montanhosas modernas nas regiões Norte, Sul e Sudeste.
c) as três classificações para o relevo brasileiro consideram apenas a dinâmica de erosão/ sedimentação, definindo o sudeste e nordeste do Rio Grande do Sul como regiões de cadeia montanhosa moderna.
d) a planície do Pantanal ou Pantanal Mato-Grossense aparece nas três classificações sobre o relevo brasileiro.
e) as classificações consideram apenas o Sudeste brasileiro como região de cadeia montanhosa moderna. 
 
11. (Fatec 2007) São as únicas unidades do relevo brasileiro cujo arcabouço consiste em bacias de sedimentação recente, formadas por deposições do período Quaternário. As superfícies apresentam-se notavelmente aplainadas e ainda em processo de consolidação.

(Demétrio Magnoli e Regina Araújo. "Geografia - a construção do mundo".)

No Brasil, o relevo descrito está presente nas feições

a) do Pantanal Mato-grossense.
b) da Chapada Diamantina.
c) do Planalto da Borborema.
d) da Serra do Mar.
e) da Depressão Sertaneja. 
12. (Ufrs 2006) A classificação do relevo brasileiro feita por Jurandyr L. S. Ross (1995) constitui um grande avanço no estudo geomorfológico do Brasil, por contribuir para o planejamento territorial.

Com base nessa classificação, associe adequadamente as características apresentadas no bloco inferior, a seguir, às respectivas unidades do relevo brasileiro listadas no bloco superior.

1 - Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná
2 - Planaltos e Serras do Atlântico Leste e Sudeste
3 - Planalto da Borborema
4 - Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense
5 - Planícies e Tabuleiros Litorâneos

( ) Esta unidade, drenada pelo rio Jacuí, para leste, e pelo rio Ibicuí, para oeste, apresenta altitude média em torno de 200 m.

( ) O contato desta unidade com as depressões circundantes é feito através de escarpas que, do Rio Grande do Sul a São Paulo, são sustentadas predominantemente por rochas vulcânicas.

( ) Esta unidade é constituída por morros com formas de topos convexos, tem elevada densidade de drenagem e vales profundos - área definida por Aziz Ab'Saber como "domínio dos mares de morros".

A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

a) 3 - 5 - 2.
b) 4 - 1 - 2.
c) 4 - 2 - 1.
d) 5 - 1 - 3.
e) 5 - 1 - 4.
Fim!!!  


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