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Este blog tinha como objetivo, apenas de ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas AGORA também estaremos postando aulas com assuntos das Ciências Natureza (Biologia, Química e Física).


31/10/2011

AULA Solo

OBJETIVOS DA AULA
- Entender como se formam os solos.
- Reconhecer que os seres vivos dependem do solo para sobreviver e que contribuem para a manutenção de suas características.
- Perceber a importância do solo para o ser humano e a necessidade de cuidar desse recurso natural.

Olá! Pessoal, hoje vamos iniciar  o nosso estudo sobre solos.

A origem do solo está ligada ao intemperismo sobre as rochas. Ele é fundamental para o desenvolvimento das atividades agropecuárias e, dessa forma, contribui para a fixação dos grupos humanos.



NOÇÕES PRELIMINARES:
A) CONCEITO DE SOLO: Solo é uma mistura organizada de minerais, material orgânico, organismos vivos, ar e água que serve de suporte físico e fonte de água e nutrientes para o desenvolvimento das plantas. As proporções entre esses componentes determinam os diferentes atributos que são responsáveis pelas diferenças entre os solos. O Solo apresenta uma distribuição quase continua de pólo a pólo. 
 


b) FATORES QUE ATUAM NA FORMAÇÃO DOS SOLOS

Bem!!! A Formação dos Solos é uma combinação de eventos físicos, químicos e biológicos que estão envolvida na formação do solo. A formação do solo é decorrentes da ação combinada de cinco fatores genéticos formadores do solo, a saber: Material de origem; Relevo; Organismos vivos (homem); Clima e Tempo.

1. Clima: diferentes rochas podem produzir o mesmo solo, dependendo do clima. A mesma rocha original pode produzir solos diferentes, em climas diferentes.
2. Tipo de Rocha: ricas em solúveis, pobres, etc.
3. Vegetação: cobertura, proteção contra a erosão, fornecimento de ácidos húmicos, facilita a infiltração de água.
4. Relevo: inclinado, dificulta a penetração de água e facilita a solifluxão e destruição do solo.
5. Tempo: é necessário muito tempo (milhares de anos) para evolução do solo.


c) CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA DOS SOLOS

  - Solos Pedalféricos            - Latossolos ou laterita (trópicos)
     (Regiões úmidas)              - Podzol (Zona Temperada)
 precipitação > 635 mm/ano    -  Tundra (Z. Ártica)

 - Solos Pedocálicos             - Tchernoziem (Terra Preta) = 300-630 mm/ano, Zona  fria
 (Regiões Áridas)                   - Castanho-Marrom= 250-350 mm/ano, quente
precipitação < 635 mm/ano    - Desérticos e Salinos = 250 mm/ano, quente


RESUMINDO: Em climas frios e secos os solos são pouco espessos e em climas quentes e úmidos o intemperismo alcança considerável profundidade.

d) PERFIL DO SOLO


O solo apresenta horizontes ou níveis com espessuras variáveis, podendo estar ausentes, designados pelas letras de A a D.
A - sujeito à ação direta da atmosfera, geralmente fofo, intensamente alterado e contendo a vida bacteriana. Contém húmus (minerais e matéria vegetal e bacteriana) na parte superior. Intensa lixiviação dos compostos solúveis.
B - argilas, carbonatos e hidróxidos lixiviados (dissolvidos) do horizonte A.
C - rocha parcialmente decomposta com blocos de rocha inalterada pouco alterada.
D - rocha inalterada.

OBSERVAÇÃO:
A matéria orgânica, fornecida pela fauna e pela flora decompostas, encontra-se concentrada apenas na camada superior do solo. 
obs.: Essa camada é chamada de horizonte A, o mais importante para a agricultura, dada a sua fertilidade. 

Logo abaixo, com espessura variável de acordo com o clima, responsável pela intensidade e velocidade da decomposição da rocha, encontramos rocha intemperizada, ar e água, que formam o horizonte B. 
IMPORTANTE:

Em seguida, encontramos rocha em processo de decomposição (horizonte C) e, finalmente, a rocha matriz (horizonte D), que originou o manto de intemperismo ou o solo que a recobre. Sob as mesmas condições climáticas, cada tipo de rocha origina um tipo de solo diferente, ligado à sua constituição mineralógica: do basalto, por exemplo, originou-se a terra roxa; do gnaisse, o solo de massapé, e assim por diante.

e) ORIGEM DOS SOLOS(pedogênese):

Uma rocha qualquer, ao sofrer intemperismo, transforma-se em solo, adquire maior porosidade e, como decorrência, há penetração de ar e água, o que cria condições propicias para o desenvolvimento de formas vegetais e animais. Estas, por sua vez, passam a fornecer matéria orgânica à superfície do solo, aumentando cada vez mais sua fertilidade. Assim, o solo é constituído por rocha intemperizada, ar, água e matéria orgânica, formando um manto de intemperismo que recobre superficialmente as rochas da crosta terrestre.


IMPORTANTE:
Solos de origem sedimentar, encontrados em bacias sedimentares e aluvionais, não apresentam horizontes, por se formarem a partir do acúmulo de sedimentos em uma depressão, e não por ação do intemperismo, mas são extremamente férteis, por possuírem muita matéria orgânica.

OUTRO TEXTO PARA EXPLICAR A ORIGEM DOS SOLOS

A formação do solo inicia-se quando se instalam liquens à superfície da rocha. Esses organismos buscam nutrientes, a exemplo do potássio, indispensável à sobrevivência, e dá em troca o hidrogênio, por meio de substância orgânica. Nesse caso, uma pequena camada alterada e solta surge na superfície da rocha, que representa um ambiente propício à germinação e desenvolvimento de plantas. O processo de alteração não para. A rocha se transforma em profundidade, as plantas se desenvolvem com um maior número, a camada recém-transformada é capaz de armazenar água o que promove a dissolução de minerais, tudo isso levando a que uma camada cada vez mais espessa de solo se forme sobre a rocha. 


f) Problemas ambientais ligados os solos:
O principal problema ambiental relacionado ao solo é a erosão superficial ou desgaste, que ocorre em três fases: intemperismo, transporte e sedimentação.

Os fragmentos intemperizados da rocha estão livres para serem transportados pela água que escorre pela superfície (erosão hídrica) ou pelo vento (erosão eólica). No Brasil, o escoamento superficial da água é o principal a ser desgastado, a erosão acaba com a fertilidade natural do solo. Veja no mapa abaixo as áreas com risco de erosão e desertificação no Brasil.
A intensidade da erosão hídrica está diretamente ligada à velocidade de escoamento superficial da água: quanto maior a velocidade de escoamento, maior a capacidade da água de transportar material em suspensão; quanto menor a velocidade, mais intensa a sedimentação.

A velocidade de escoamento depende da declividade do terreno e da densidade da cobertura vegetal. Em uma floresta a velocidade é baixa, pois a água encontra muitos obstáculos (raízes, troncos, folhas) à sua frente e, portanto, muita água se infiltra no solo. Em uma área desmatada, a velocidade de escoamento superficial é alta e a água transporta muito material em suspensão, o que intensifica a erosão e diminui a quantidade de água que se infiltra no solo.

Assim, para combater a erosão superficial, há dois caminhos: manter o solo recoberto por vegetação ou quebrar a velocidade de escoamento utilizando a técnica de cultivo em curvas de nível, seja seguindo as cotas altimétricas na hora da semeadura, seja plantando em terraços.

Para a conservação dos solos, deve-se evitar a prática das queimadas, que acabam com a matéria orgânica do horizonte A. Somente em casos especiais, na agricultura, deve-se utilizar essa prática para combater pragas ou doenças.

Um problema natural relacionado aos solos de clima tropical, sujeitos a grandes índices pluviométricos, é a erosão vertical, representada pela lixiviação e pela laterização. A água que se infiltra no solo escoa através dos poros, como em uma esponja, e vai, literalmente, lavando os sais minerais hidrossolúveis (sódio, potássio, cálcio, etc.), o que retira a fertilidade do solo. Essa “lavagem” chama-se lixiviação. Paralelamente a esse processo, ocorre a laterização ou surgimento de uma crosta ferruginosa, a laterita – popularmente chamada de canga no interior do Brasil – que em certos casos chega a impedir a penetração das raízes no solo.


g) Outros problemas ambientais Relacionados ao solos no Brasil:


Lixiviação: termo usado para designar um processo que ocorre quando as águas da chuva realizam uma espécie de “lavagem” do solo, retirando um elevado percentual de nutrientes que fertilizam o solo, tornando-o menos fértil. Em decorrência desse fato, se faz necessária a aplicação cada vez maior de fertilizantes.

Laterização: é um processo que acontece em lugares nos quais predominam duas estações bem definidas (seca e chuvosa), essa característica favorece a concentração de hidróxido de ferro e alumínio no solo.
A concentração desses minerais forma a laterita, que torna difícil o manejo do solo em virtude do surgi mento de uma ferrugem por cima do mesmo, deixando-o mais duro.

As atividades agrícolas são agentes degradantes dos solos, causando anualmente a perda de milhões de toneladas. Veja a seguir alguns dados relacionados ao tipo de produção rural com seus respectivos resultados negativos.


h) TIPOS DE SOLOS PREDOMINANTES NO BRASIL

Veja o mapa abaixo:




Exercício de Fixação
Nome: ............................................................................................ Turma: ..............

Data: ....../....../......

1) Coloque (A) para fatores ativos de formação do solo (P) para fatores passivos:

( ) Material de origem
( ) Clima
( ) Relevo
( ) Tempo
( ) Organismos

2) O que é solo? Quais os componentes do solo?





3) O que é perfil do solo? Quais os seus horizontes principais?




4) Marque a Ordem de Classificação de Solo de maior ocorrência no Brasil?

a) NEOSSOLOS
b) ESPODOSSOLOS
c) CAMBISSOLOS
d) LATOSSOLOS
e) PLANOSSOLOS

5) Assinale (V) para os itens verdadeiros e (F) para os itens falsos:

( ) NEOSSOLOS são solos considerados rasos, pedregosos e pouco desenvolvidos.
( ) Laterização é o processo de formação de LATOSSOLOS.
( ) LATOSSOLOS são solos considerados rasos, ou seja, pouco desenvolvidos.
( ) Gleização é o processo de formação dos ESPODOSSOLOS.
( ) O SiBCS (Sistema Brasileiro de Classificação de solos) foi criado para atender às condições climáticas existentes no Brasil (Tropical e Subtropical).

6) Qual a importância da Classificação de Solos?



7) Explique como os fatores de formação do solo: relevo e clima, podem influenciar diretamente em sua formação?
Figura 1.



8) Sobre a definição de Solo é INCORRETO afirmar que:

a) Solo é um corpo de material inconsolidado, composto por partes sólidas, liquidas e gasosas, que recobre a superfície terrestre.
b) São formados por materiais minerais e orgânicos, contendo matéria viva.
c) É um corpo passível de ser escavado, sendo utilizado dessa forma como suporte para construções ou material de construção.
d) Meio insubstituível para a agricultura, sustentação da flora e fauna, reciclagem de elementos, armazenamento de água e edificações do homem.
e) Todas as afirmativas incorretas.

9) Sobre o Intemperismo é CORRETO afirmar que:

a) É o conjunto de fenômenos físicos, químicos e biológicos, que levam a formação das rochas.
b) Intemperismo Químico é a quebra da estrutura física dos minerais que compõe a rocha ou sedimento (material de origem).
c) Intemperismo Físico causa uma desagregação de fragmentos cada vez menores, conservando as características de seus minerais, aumentando a superfície de contato dos fragmentos.
d) Intemperismo Biológico caracteriza-se pelo ganho de alguns nutrientes essenciais para plantas ou outros seres vivos que crescem em sua superfície.
e) O Intemperismo Biológico não causa Intemperismo Mecânico.

10) Um solo bem estruturado NÃO DEVE apresentar:

a) Camada Orgânica.
b) Camada Mineral.
c) Macroporos.
d) Microporos.
e) Rachaduras.

11) Sobre a classificação dos solos responda a alternativa CORRETA.

a) A classificação dos solos não permite entender os processos que levam um solo a transformar-se em outro.
b) Classificar solos não facilita a troca de informações.
c) Permite inferências a respeito da potencialidade, comportamento e gênese dos solos.
d) A taxonomia dos solos é baseada nas características mundiais.
e) Não é possível classificar solos segundo uma característica marcante.

12) Sobre os horizontes do solo, podemos afirmar CORRETAMENTE que:

a) O ou H - Os horizontes inorgânicos do solo.
b) A - Horizonte superficial, com pouca interferência do clima e da biomassa.
c) E - Horizonte de importação de material, geralmente argilas e pequenos minerais.
d) C - Porção de mistura de solo pouco denso com rochas muito alteradas.
e) B - Horizonte de maior concentração de argilas. É o solo com coloração mais forte e agregação.

13) São Aspectos Morfológicos a serem considerados na classificação, EXCETO:

a) Textura.
b) Cor.
c) Consistência.
d) Estrutura.
e) Análises de solo.

14) Não faz parte das classes de solo mais extensas do Brasil:

a) Latossolos.
b) Argissolos.
c) Neossolos.
d) Plintossolos
e) Chernossolos.

15) Não são características dos Latossolos:

a) São solos constituídos por material mineral.
b) Reduzido intemperismo.
c) Relevo suave ondulado a plano.
d) Muito profundos, porosos, macios e permeáveis.
e) Variabilidade: cor, textura e fertilidade.

16) Classe de solo comum no semiárido cearense:

a) Plintossolos.
b) Organossolos.
c) Neossolos.
d) Gleissolos.
e) Nitossolos.

17) Sobre os problemas causados pela degradação do solo, marque a alternativa INCORRETA.

a) Esgotamento dos solos.
b) Lixiviação.
c) Erosão.
d) Degradação por Contaminação.
e) Alta fertilidade no solo.



Profundidade dos solos.

A profundidade do solo depende do balanço entre a velocidade com que a rocha se transforma em solo (pedogênese) e a com que as camadas são removidas pela água eu escorre pela superfície (erosão).

Para a mesma inclinação do terreno o solo vai ser mais profundo onde o bioclima é mais ativo (precipitação maior, temperatura mais elevadas, vegetação mais exuberante) e/ou rocha menos resistente.

A profundidade do “solum”, isto é, dos horizontes A mais B, pode ser um indicador de maior ou menor estabilidade relativa à erosão.

EXEMPLIFICANDO:
No caso, dos Latossolos têm geralmente profundidade maior do eu todos os outros solos estão nas posições mais estáveis da paisagem (relevo plano), enquanto os Litólicos (Neossolos), quase sempre associados aos afloramentos de rochas, ocupam posição muito instáveis (relevo acidentado) e são rasos, possuindo no geral uma fina camada de solo (horizonte A) sobre a rocha.   
  

Os solos com B Textural (Luvissolos, Argissolos, Nitossolos e Alissolos) constituem um grupo muito heterogêneo, mas com espessura, em geral, intermediaria entreLatossolos e Cambissolos. Ao contrário dos solos vistos até agora, os solos com B textural se caracterizam por uma grande diferença no teor de argila, que aumenta com a profundidade. O horizonte superficial é menos argiloso do que o horizonte B, subuperficial. Isso sempre significa uma mudança na permeabilidade e tem grande implicação na erosão.

Os Cambissolos ocorrem principalmente em áreas mais acidentadas, associadas geograficamente com os Lotossolos. Por estes aspectos, os Cambissolos tendem a ser erodir com mais facilidade e sendo rasos, o horizonte C  é exposto com certa facilidade podendo haver afloramento de rocha e o aparecimento de voçorocas, dependendo da natureza e espessura do horizonte C. Existem



O SOLO NO VESTIBULAR E NO ENEM
Para o estudante do ensino médio que está se preparando para o vestibular ou para o ENEM, uma dica é dar uma olhada no conteúdo sobre solos, pois diversas universidades tem colocado questões sobre o solo em seus processos seletivos.





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