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Este blog tinha como objetivo, apenas de ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas AGORA também estaremos postando aulas com assuntos das Ciências Natureza (Biologia, Química e Física).


15/07/2011

Aula CARTOGRAFIA


1ª semana aulas: 01 e 02 (15/08 à 20/08 de 2012)


ASSUNTO: Tipos de ESCALAS 



Objetivos da Aula:



- Discutir diferentes maneiras de representar a Terra nas superfícies planas (planisférios).
- Compreender aspectos ideológicos dos mapas.
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Olá pessoal tudo bem!! Nesta aula vamos estudar um dos asuntos muito cobrados nas bancas dos principais vestibulares do país.

NOÇOÕES PRELIMINARES


A Cartografia é uma ferramenta utilizada pela geografia para a confecção de mapas, a partir da observação direta, ou de dados obtidos por fontes secundárias (fotos, imagens). O Homem retrata características do espaço desde a pré-história, essas observações foram retratadas em rochas, sobretudo em cavernas.

A Cartografia foi evoluindo, tendo como áreas de grande desenvolvimento a babilônia (atual Iraque), cerca de 200 a .C.

Na Idade Média, houve um forte retrocesso na evolução do pensamento cartográfico, por influência da Igreja, que apoiava-se na idéia de que a terra era o centro do sistema, e Jerusalém era destacada como a área central em vários mapas do período.

Com o desenvolvimento das navegações e a mudança de mentalidade, a cartografia novamente passou a adquirir status de importância, sendo que vários cartógrafos acompanhavam as expedições, descrevendo e relatando características peculiares das regiões visitadas, possibilitando, assim, um melhor conhecimento das áreas do globo.

A cartografia é um instrumento essencial para os governos, pois serve para analisar, interpretar e interferir na realidade espacial, determinando uma melhor utilização do espaço. Esse instrumento também é utilizado como ramo de poder político, as informações e os mapas atualizados e detalhados servem como mecanismo estratégico de informação.


REPRESENTAÇÕES DA TERRA




Globo terrestre: é a forma reduzida de representação da terra, que mais se aproxima da realidade. Essa forma possui algumas vantagens por apresentar a mesma forma da terra e conservar os continentes e oceanos em suas posições relativamente reais, embora com pobreza de detalhes.
Mapas: são representações da terra projetadas em uma superfície plana, a qual sempre determinará deformações. Esses tipos de representações são muito utilizadas em pesquisas científicas. Para confeccionar um mapa, é necessária uma grande quantidade de informações, que devem estar contidas no próprio mapa
(escala, legenda, título, símbolos e data de confecção) para facilitar a compreensão e auxiliar na análise. 


Dentre os elementos essenciais de um mapa estão:

-Título
-Coordenadas / Referência espacial
-Projeção
-Legenda
-Escala
a) TÍTULO:
  De um modo geral o título indica duas coisas: a área e o tipo de dado apresentado. Exemplos: “Mundi político”(mapa do mundo com características da divisão política); “Brasil hidrografia”(mapa do Brasil com características da hidrografia), etc.

b) COORDENADAS/REFERÊNCIAESPACIAL:
Referências que permitem localizar o mapa e suas áreas em relação ao globo como um todo. Normalmente contém a “rosadosventos”, coordenadas (latitude e longitude) e, em alguns casos, um pequeno mapa (normalmente num dos cantos inferiores)indicando onde aquela parcela do espaço se encontra em relação a uma área maior. Exemplo: num mapa da América, colocar um pequeno mapa-múndi no canto com a América em destaque.

c) PROJEÇÃO:
As projeções são as adaptações feitas para representar a superfície da Terra (esférica)num plano. Lembre-se que todas as projeções apresentam deformações, que podem ser maiores ou menores e em partes diversas do mapa. Asprojeções podem ser:
1) Planas, azimutais, radiais ou polares: quando um mapa é representado a partir de um ponto central, radialmente. É muito utilizado para representar regiões polares(como pólo no centro do mapa), como o continente antártico.

2) Cilíndricas: representam a Terra a partir de um cilindro estendido. É ideal para representar a regição equatorial. É muito utilizado na confecção do mapa mundi e de áreas como o Brasil ou o continente africano. Os primeiros mapas-mundi possuíam uma visão eurocêntrica(evidenciavam a Europa, colocando-a no centro)e esse padrão é muito utilizado até os dias de hoje. O primeiro, de Mercator, representava as distâncias corretas mas deformava as áreas dos continentes(conforme); Peters criticou o eurocentrismo colocando o norte na parte inferior do mapa e privilegiando as áreas, o que distorceu as formas dos continente (equivalente). Mais recentemente alguns autores como Mollweide e Robinson diminuíram as deformações das regiões polares,“diminuindo-as” nos mapas (formato de um elipsóide ou retangular com as bordas arredondadas).

3) Cônicas: quando um mapa é representado a partir de um cone. É muito utilizado para representar regiões de latitudes médias, como os EstadosUnidos ou o continente europeu.

d) LEGENDA
É o “dicionário do mapa”, ou seja, indica o que as cores, símbolos, linhas e outros representam. Pode ser composta por:

Linhas: indicam estradas, fronteiras, ferrovias, etc. Podem ser contínuas, tracejadas e outros.
Áreas: indicam países, estados, continentes, etc. Podem ser coloridas, hachuradas (com“padrões”) e outros.
Pontos: para eventos pontuais; indicam capitais, cidades, etc. Podem ser estrelas, quadrados, círculos, símbolos e outros.

e) ESCALA:

Indica quantas vezes o real foi reduzido para ser representado no mapa. Pode ser de dois modos principais:

•Escala gráfica: indica a escala num pequeno gráfico.Ex:
•Escala numérica: indica a escala numa relação numérica. Ex: 1:300000 (300 mil cm)
Observação: Existe também uma “escala por equivalência”, usada mais para fins didáticos, que mostra uma relação direta, normalmente menos precisa, no entanto, mais fácil de identificar. Ex:1cm=50km


Para calcular uma escala, use

E=d/D
onde
“E”é a escala,
“d” é a distância no mapa e
“D” é a distância real, no terreno.
Dica 01:
Distiguir uma escala grande de uma escala pequena:
Uma pegadinha muito comum em relação a escalas é a seguinte:
•uma escala grande apresenta denominador pequeno, ou seja, apresenta uma pequena área com muitos detalhes;
•uma escala pequena apresenta denominador grande, ou seja, apresenta uma grande área com poucos detalhes.
Só que na hora de  identificar qual entre duas escalas é  a maior se escolhe a costuma confundir   

Dica 02:
Como transformo uma escala gráfica em numérica?

Para transformar um escala gráfica em numérica basta você
- 1º Passo: Pegar o valor do km, multiplicar por 1000 e terá os metros,
Assim:
- 2º Passo: Multiplicando mais uma vez por 100 você terá o valor em cm.
Assim:
- 3º Passo: Coloque o resultado que deu dos centimetros após "1:" (um por) e terás uma escala numérica.
Assim: 



Escala numérica: é expressa por uma fração, na qual o numerador representa a distância no mapa e o denominador, a distancia real na superfície.

Exemplificando:
Uma escala 1:100 000 lê-se “escala um por cem mil”, o que significa que a superfície representada no mapa foi reduzida 100 mil vezes. Nesse caso, então, 1 cm no mapa equivale a 100 000 cm = 1 000 m = 1 km, na realidade.

Para descobrir a distância real entre dois pontos em um mapa, procedemos da seguinte maneira:

1° passo: com uma régua medimos a distância que existe entre os dois pontos;

2°passo: multiplicamos essa distância, em cm, pelo denominador da escala e convertemos, em m ou km, o resultado obtido em cm.
Ex: 1:100 000, a distância em linha reta entre duas cidades é de 12 cm.

Qual a distância real entre as duas cidades?
Solução: 12 X 100 000 = 1 200 000 cm (divide-se por 1000 m e divide-se por 100) = 12 km

Observação: Escala gráfica: é uma linha reta graduada (em graus), na qual se indica a relação com as distâncias representadas no mapa.

Como transformo uma escala numéricam gráfica?

Faça o seguinte:
Você tem a Escala numérica
Ex: 1:10.000.000 de cm
corta-se cinco zeros da direita para a esquerda para transformar centímetros em quilômetros

Assim:      10.0(00.000) = 100km.

Escala gráfica:
Fica assim:
[____[____[
0       100   200 km

Cada centímetro no mapa corresponde a 100 km, dois centímetros correspondem a 200 km, e assim por diante...

Para transformar uma escala gráfica em numérica, basta por ex, acrescentar cinco zeros, no caso de a escala gráfica estiver em km.

100 km = 10.0(00.000) de cm.


Qual a diferença entre escala grafica e escala numerica?
Escala gráfica

É a representação gráfica de várias distâncias do terreno sobre uma linha reta graduada. É constituída de um segmento à direita da referência zero, conhecida como escala primária. Consiste também de um segmento à esquerda da origem denominada de Talão ou escala de fracionamento, que é dividido em sub-múltiplos da unidade escolhida graduadas da direita para a esquerda.

A Escala Gráfica nos permite realizar as transformações de dimensões gráficas em dimensões reais sem efetuarmos cálculos. Para sua construção, entretanto, torna-se necessário o emprego da escala numérica.

O seu emprego consiste nas seguintes operações:

1º) Tomamos na carta a distância que pretendemos medir (pode-se usar um compasso).
2º) Transportamos essa distância para a Escala Gráfica.
3º) Lemos o resultado obtido.

Escala Numérica

É a escala de um documento cartográfico (Mapa, Carta ou Planta) expressa por uma fração ou proporção, a qual correlaciona a unidade de distância do documento à distância medida na mesma unidade no terreno.

Ex: 1:100.000 - Lê-se 1 por 100.000.

Cite os dois níveis ou tamanhos de escala utilizados pela cartografia e explique cada uma delas ?

A escala numerica e a gráfica.
A numerica é uma escala onde se da a seguinte relação:
                          
  E = d/D

Onde d representa o numero da distancia no papel e D é a distancia real.



O que é UTM (Unidade Transverso de Mercator)
A projeção UTM talvez seja a projeção mais utilizada no mundo. Isto ocorre devido a muitos fatores, entre eles a facilidade na interpolação de coordenadas, medida de distâncias, cálculo de ângulos e cálculo de áreas. 
A contagem dos fusos da projeção UTM se inicia no anti-meridiano ao meridiano de Greenwich, portanto no meridiano de 180o. A coordenada no equador vale 10.000.000 de metros e a coordenada no meridiano central vale 500.000 metros. 
A direita do meridiano central, as coordenadas E (longitude, X) são somadas a 500.000 e a esquerda, as coordenadas são subtraídas de 500.000. No hemisfério sul, as coordenadas N (latitude, Y) são subtraídas de 10.000.000 e no hemisfério norte são somadas a 0.

Apesar de ser utilizada mundialmente, a projeção UTM tem seus problemas. O problema maior é que ela divide o globo em fusos de 6o de longitude, ou seja se necessitarmos mapear uma região que se distribua no sentido leste-oeste e esta extensão ultrapasse 6o, a projeção UTM não pode mais ser utilizada. 

A projeção UTM é utilizada no mapeamento de áreas com pouca extensão no sentido leste-oeste (menos que 6o de longitude). 

      No Brasil, os mapas construídos em escalas 1:250000 e maiores (por IBGE e DSG), se encontram em projeção UTM. No mapeamento municipal também é utilizada a projeção UTM.

 

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